PF deflagra operação contra fraude milionária envolvendo emendas Pix
Nesta sexta-feira (3/7), policiais federais cumprem 41 mandados de busca e apreensão em quatro estados

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira (3/7), a Operação Acesso Negado para apurar possíveis irregularidades na aplicação de recursos públicos federais transferidos aos municípios de Iracema (RR) e São Luiz do Anauá (RR) por meio de emendas parlamentares individuais na modalidade transferência especial, conhecidas como “emendas PIX”.
Conforme noticiou a coluna Manoela Alcântara, do Metrópoles, o valor investigado é de R$ 90 milhões. As emendas Pix teriam sido indicadas pelos parlamentares Nicoletti (União-RR) e Dr. Hiran (PP-RR), pelo ex-senador Telmário Mota e pelo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus, que é ex-deputado federal. Eles não são alvo da operação.
A operação mira gestores municipais de Iracema e São Luiz do Anauá, além de empresários e empresas suspeitos de participação em obras não executadas, mal executadas ou superfaturadas.
As apurações tiveram origem em auditorias realizadas pela Controladoria-Geral da União (CGU), determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Nos levantamentos, foram identificados indícios de irregularidades relacionadas ao planejamento, à execução, à fiscalização e à transparência na aplicação dos recursos públicos recebidos pelos municípios investigados.
Policiais federais cumprem 41 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, nos estados de Roraima, Bahia, São Paulo e Tocantins.
Menor cidade de Roraima
São Luiz do Anauá, um dos municípios que teriam sido alvo das irregularidades, é considerado o menor do estado de Roraima (RR).
Segundo o Censo 2022 do IBGE, o município possui apenas 7.315 habitantes.
Apesar de ter recebido emendas Pix milionárias nos últimos cinco anos, conforme o Portal da Transparência, São Luiz do Anauá ainda enfrenta diversos problemas de infraestrutura.
Estão sendo investigados crimes contra a Administração Pública, fraude em licitações e contratos administrativos, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e outros delitos que venham a ser identificados ao longo da investigação.




