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Mirelle Pinheiro

PF caça organização por trás de veleiro com 2,7 toneladas de cocaína. Veja vídeo

Segundo a PF, o grupo utilizava veleiros e embarcações de longo curso para atravessar o Atlântico transportando cocaína

Mirelle Pinheiro11/06/2026 08:36
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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakifoto
A Polícia Federal realiza operação de busca e apreensão na residência do senador Ciro Nogueira

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (11/6), a Operação Balcãs para desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar no envio de cocaína da América do Sul para a Europa por meio de rotas marítimas no Oceano Atlântico.

A investigação teve origem após a apreensão de aproximadamente 2,7 toneladas de cocaína encontradas em um veleiro interceptado em águas internacionais nas proximidades de Cabo Verde, na costa africana.

Com base nas provas reunidas ao longo de quase três anos de apuração, os investigadores identificaram uma estrutura considerada sofisticada, responsável por financiar, organizar e executar o transporte de grandes carregamentos de droga para o mercado europeu.

Nesta fase da operação, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Santos e Guarujá. A Justiça Federal também determinou o bloqueio de contas bancárias, imóveis, veículos e outros bens dos investigados, até o limite de R$ 20 milhões.

Segundo a PF, o grupo utilizava veleiros e embarcações de longo curso para atravessar o Atlântico transportando cocaína. Por trás das viagens, havia uma rede formada por financiadores, operadores logísticos, intermediários e integrantes ligados a uma organização criminosa internacional especializada no tráfico de drogas.

As investigações apontam que as embarcações eram apenas uma parte da estrutura. Os investigadores identificaram uma complexa cadeia de apoio responsável pelo custeio das operações, comunicação entre os envolvidos e movimentação dos recursos obtidos com a atividade criminosa.

A apuração também avançou sobre o patrimônio dos suspeitos. Relatórios de inteligência financeira apontaram movimentações incompatíveis com a renda declarada de alguns investigados, levantando suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que empresas e estruturas patrimoniais tenham sido utilizadas para dar aparência de legalidade aos recursos provenientes do tráfico internacional de drogas.