Mirelle Pinheiro

PCC no DF: líderes de células mantinham contato com faccionados de SP

Uma megaoperação deflagrada nesta quinta-feira (4/12) mirou criminosos que tentavam expandir o poder da facção paulista na capital do país

atualizado

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Arte/Metrópoles
Imagens coloridas mostram 3 pichações com a sigla PCC em uma parede cinza: letras nas cores amarelo, vermelho e preto
1 de 1 Imagens coloridas mostram 3 pichações com a sigla PCC em uma parede cinza: letras nas cores amarelo, vermelho e preto - Foto: Arte/Metrópoles

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) cumpriu, nesta quinta-feira (4/12), 14 mandados de prisão contra suspeitos que atuavam na expansão do Primeiro Comando da Capital (PCC) no DF. Dois alvos da megaoperação são lideranças das células brasilienses que mantinham contato direto com criminosos da facção paulista.

Ao todo, seis mandados de prisão e de busca foram cumpridos no Complexo Penitenciário da Papuda. Outros dois tiveram como alvo um detento de uma cadeia em Planaltina de Goiás (GO). Um homem condenado a 35 anos de prisão, que era considerado foragido da Justiça, também foi preso.

Bilhetes na Papuda

Na operação, 110 policiais foram mobilizados para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão em Samambaia, Santa Maria, Ceilândia, Planaltina, Recanto das Emas, Núcleo Bandeirante, além de endereços em Valparaíso (GO) e em presídios do DF.

A coluna apurou que os investigadores apreenderam diversos bilhetes em posse dos alvos que estão presos na Papuda.

Os recados eram, supostamente, enviados a outros custodiados com o intuito de convencê-los a entrar para o PCC.

Símbolo do PCC na parede

Os investigadores também encontraram, na residência de um dos alvos, a pichação de um Yin e Yang — símbolo que representa a facção paulista.

O elemento estava desenhado em uma parede branca da residência, localizada em Valparaíso de Goiás (GO).

Duas operações simultâneas

A PCDF decidiu deflagrar duas operações simultaneamente. Uma vez que havia mais de uma investigação em andamento e um espaço de tempo entre as duas ofensivas poderia provocar a fuga dos criminosos que estavam em liberdade.

Concórdia II

A Concórdia II decorre da análise de provas apreendidas na primeira fase da operação, deflagrada em abril, quando 14 faccionados foram presos.

Na nova etapa, 18 mandados de prisão foram cumpridos contra integrantes suspeitos de tráfico e extorsão em Brazlândia e regiões próximas.

Occasus

A Occasus foi deflagrada após a Draco identificar integrantes da facção paulista envolvidos na tentativa de homicídio de um rival ligado a uma facção carioca no Recanto das Emas. Nessa frente, foram sete mandados de prisão e sete de busca e apreensão.

Durante a semana, outros 11 integrantes de uma facção local já haviam sido presos em desdobramentos da Operação Shot Caller, concluída em 2024.

A PCDF afirmou que a ação integra a 3ª edição da Operação Renorcrim, iniciativa nacional coordenada pela Senasp e pela Diopi, destinada ao enfrentamento de organizações criminosas em todo o país.

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