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Mirelle Pinheiro

Esquema para lavar dinheiro do PCC tinha embarcações e carros de luxo. Veja vídeo

As investigações apontam que o esquema era altamente profissionalizado. A rede foi alvo de operação nesta quarta-feira (4/12)

04/12/2025 12:39, atualizado 04/12/2025 13:15
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PCSP
Esquema para lavar dinheiro do PCC tinha embarcações e carros de luxo

Durante a Operação Falso Mercúrio, deflagrada na manhã desta quarta-feira (4/12), a Polícia Civil de São Paulo apreendeu embarcações e carros avaliados em milhões de reais. Os veículos de luxo foram adquiridos pela rede de lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Na ação de grande porte, a PCSP apreendeu:

  • Embarcação Briza Azimut 560, avaliada em R$ 15 milhões
  • Embarcação Intermarine, avaliada em R$ 4 milhões
  • Embarcação Sunrise I, avaliada em 300 mil
  • Carros de alto padrão
Esquema para lavar dinheiro do PCC tinha embarcações e carros de luxo - destaque galeria
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Os veículos eram adquiridos como parte do esquema de lavagem de dinheiro
Além das embarcações, foram apreendidos carros de luxo
Os veículos são avaliados em milhões de reais
A Polícia Civil não divulgou fotos das embarcações apreendidas, mas a coluna teve acesso a imagens de veículos semlhantes
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A Polícia Civil não divulgou fotos das embarcações apreendidas, mas a coluna teve acesso a imagens de veículos semlhantes

Os veículos eram adquiridos como parte do esquema de lavagem de dinheiro
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Os veículos eram adquiridos como parte do esquema de lavagem de dinheiro

Além das embarcações, foram apreendidos carros de luxo
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Além das embarcações, foram apreendidos carros de luxo

Os veículos são avaliados em milhões de reais
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Os veículos são avaliados em milhões de reais

A coluna apurou que os veículos eram usados no esquema de lavagem de dinheiro, tanto na fase de ocultação quanto de integração.

As investigações apontam que o  esquema era altamente profissionalizado, sustentado por empresas de fachada, movimentações bancárias pulverizadas e operações patrimoniais destinadas a maquiar a origem do dinheiro.

A rede permitia ao PCC lavar recursos obtidos com crimes diversos, reinserindo o capital no sistema financeiro com aparente legalidade.

Além disso, os investigados utilizavam mecanismos para driblar controles automatizados dos órgãos de fiscalização, criando um circuito financeiro paralelo que dificultava o rastreamento dos valores.

A operação

A ação, segundo a Polícia Civil, é resultado de meses de investigação conduzida pela 3ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que identificou uma complexa estrutura destinada a movimentar capitais provenientes de diversos crimes, como tráfico de drogas, estelionato e jogos de azar.

Ao todo, cerca de 100 policiais civis participaram do cumprimento de 54 medidas judiciais, incluindo mandados de prisão, busca e apreensão e ordens de bloqueio patrimonial e financeiro.

Segundo a investigação, o grupo atuava em três núcleos funcionais, que se dividiam em principais, coletores e beneficiários finais, cada um com tarefas específicas dentro da engrenagem criminosa.

A apuração aponta que a organização prestava um verdadeiro “serviço financeiro” ao PCC, permitindo a ocultação e a dissimulação de valores em larga escala.

Balanço da ação policial

Medidas cautelares cumpridas

  • Seis mandados de prisão
  • 48 mandados de busca e apreensão

Sequestro patrimonial

  • 49 imóveis
  • Três embarcações

Bloqueio financeiro

  • 57 contas bancárias
  • 20 pessoas físicas e 37 pessoas jurídicas atingidas

Restrição sobre veículos

  • 257 veículos bloqueados
  • 44 pessoas físicas e 213 pessoas jurídicas afetadas
Os valores totais envolvidos na operação não foram divulgados, mas os bloqueios e sequestros sugerem um volume milionário de ativos.