Quem é Buzeira, influencer que ficou 10 meses preso por elo com PCC.
O influenciador foi preso por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas

Preso em outubro de 2025 por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico internacional de drogas, o influenciador Bruno Alexssander Souza Silva (foto em destaque), conhecido como Buzeira, será solto após cerca de 10 meses de prisão preventiva. A informação foi divulgada pela defesa nesta segunda-feira (17/8).
À época, com mais de 15 milhões de seguidores no Instagram, o influenciador construiu uma imagem de luxo e sucesso. Nas redes, ele ostenta carros esportivos importados, joias de alto valor, festas milionárias e viagens internacionais.
Também ficou conhecido por organizar rifas de veículos de luxo, frequentemente exibindo prêmios como Porsche, Lamborghini e Ferrari, prática que, segundo a PF, pode ter sido usada para movimentar recursos de origem criminosa.
Além disso, o influenciador circulava entre nomes conhecidos do entretenimento e do esporte. Costumava aparecer em fotos e vídeos ao lado de funkeiros, jogadores de futebol e outros influenciadores digitais, e chegou a participar do Cruzeiro do Neymar, evento que reúne artistas e celebridades em alto-mar.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroNa ocasião, deu um colar de ouro avaliado em R$ 2 milhões para o jogador do Santos.
Ele também era amigo do rapper Oruam, que já foi preso pela Polícia Civil do Rio. Ambos foram vistos juntos em festas e viagens.
Em um vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira, a defesa afirmou ter conseguido a revogação da prisão cautelar do influenciador e duas decisões favoráveis em habeas corpus.
“Após longos 10 meses de prisão cautelar, conseguimos finalmente a restituição do status libertatis do Bruno”, disse.
Operação
Como revelado pela coluna à época, a ação da Polícia Federal (PF) fez parte da Operação Narco Bet, que apura o uso de sites de apostas e criptomoedas para ocultar dinheiro do tráfico. Além de investigar um braço financeiro do tráfico internacional de drogas, responsável por lavar dinheiro obtido com o envio de cocaína à Europa.
Segundo as investigações, o grupo usava apostas online, rifas de carros e transações em criptomoedas para dar aparência de legalidade aos ganhos ilícitos. A operação da PF bloqueou mais de R$ 630 milhões e cumpriu 11 mandados de prisão e 19 de busca e apreensão em quatro estados.
Parte dos bens apreendidos inclui carros de luxo, relógios caros e documentos ligados ao setor de apostas online. Segundo fontes da investigação, Buzeira teria atuado como figura de fachada para movimentações financeiras, emprestando sua imagem e empresas para viabilizar transações suspeitas no setor de apostas e rifas virtuais.





