
Mirelle PinheiroColunas

Paralisação no IML do DF suspende necropsias e exames periciais
Durante a paralisação, as equipes atuarão apenas em remoções de corpos encontrados em residências ou em vias públicas
atualizado
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Servidores do Instituto Médico-Legal (IML) do Distrito Federal iniciaram, nesta segunda-feira (16/3), uma paralisação de 12 horas, que afeta parte dos serviços técnico-periciais da unidade. O movimento foi aprovado pela categoria após assembleia realizada na semana passada e ocorre em meio a um indicativo de greve.
Durante a mobilização, os profissionais atuam em “operação legalidade”, mantendo apenas serviços considerados essenciais.
Entre as atividades suspensas, estão exames necroscópicos, exames laboratoriais e procedimentos periciais em cadáveres. Também foram interrompidos exames de imagem e análises laboratoriais realizados no instituto.
Serviços suspensos
De acordo com o comunicado divulgado pelos representantes da categoria, as equipes de anatomia do IML não realizarão exames necroscópicos nem liberação de cadáveres, como também não farão remoções em hospitais.
Durante a paralisação, as equipes atuarão apenas em remoções de corpos encontrados em residências ou em vias públicas.
Os setores de Radiologia também suspenderam todos os exames de imagem em cadáveres.
Já no laboratório do IML não serão retiradas amostras para análise nem realizados exames periciais. As equipes apenas receberão materiais e farão o armazenamento para preservação da cadeia de custódia.
No caso do Instituto de Criminalística e do laboratório de DNA, as amostras continuarão sendo recebidas, mas não serão processadas durante o período da paralisação.
Atendimento restrito
A paralisação também afeta atendimentos em outras áreas do instituto.
Na policlínica do IML, praticamente todos os serviços foram interrompidos, sendo mantida apenas a aferição de sinais vitais.
Já os exames de sexologia foram suspensos na unidade de Ceilândia por falta de servidores. Durante o período de mobilização, esses procedimentos serão realizados apenas na sede do IML.
Também foram interrompidos exames cadavéricos realizados pela antropologia forense, além da preparação de ossadas.
Indicativo de greve
A paralisação ocorre após servidores do IML aprovarem, em assembleia realizada no dia 12 de março, indicativo de greve.
A reunião foi organizada pelo Sindireta-DF, sindicato que representa os servidores públicos civis da administração direta do Distrito Federal.
Segundo a entidade, o movimento envolve profissionais da carreira de Agentes de Atividades Complementares de Segurança Pública (AACSP), responsáveis por diversas atividades técnicas essenciais ao funcionamento do instituto.
Entre as funções exercidas pelos servidores, estão procedimentos de necropsia, remoção e liberação de corpos, além de suporte às perícias que auxiliam investigações criminais.
De acordo com o sindicato, a categoria reivindica reconhecimento e valorização profissional.
“O Sindireta-DF reafirma sua disposição permanente para o diálogo, esperando que o Governo do Distrito Federal apresente propostas concretas que garantam justiça, valorização e respeito aos servidores”, informou a entidade.
