Mirelle Pinheiro

O que se sabe e o que falta saber sobre mulheres mortas em Ilhéus

A identidade de quem está por trás das mortes e a motivação para o crime ainda é um completo mistério. Até o momento, ninguém foi preso

atualizado

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Era tarde de sexta-feira (15/8) quando Alexsandra Oliveira Suzart, 45 anos, Maria Helena do Nascimento Bastos, 41, e Mariana Bastos da Silva, 20, saíram de casa para um breve passeio na faixa da Praia dos Milionários, em Ilhéus, município turístico na Bahia (BA).

Acompanhadas por um cão de estimação, elas caminharam sobre a areia enquanto conversavam. Em dado momento, porém, foram, supostamente, surpreendidas e atacadas.

As três mulheres, descritas por quem as conhecia como sorridentes, simpáticas e extremamente religiosas, jamais voltaram para casa.

Preocupados com a falta de respostas sobre o paradeiro de Alexsandra e Maria Helena, que atuavam como professoras na rede Municipal de ensino, e da jovem Mariana, filha de Maria Helena, familiares registraram um boletim de ocorrência e sinalizaram o sumiço à polícia.

No sábado (16) à tarde, aquilo que abalaria o município foi descoberto: as três mulheres haviam sido assassinadas.

Últimos momentos

Câmeras de segurança instaladas na região da Praia dos Milionários flagraram as mulheres caminhando tranquilamente pela areia enquanto passeavam com o cão.

Até a publicação desta reportagem, esta era a última imagem das amigas ainda com vida.

Veja:

O cachorro foi encontrado amarrado próximo aos corpos. Ele foi poupado do ataque sanguinário.

O que falta saber sobre o caso

  • Até a última atualização deste texto, não havia informações acerca de possíveis autores ou quais seriam as motivações para o crime. Diante disso, ninguém havia sido preso.
  • A Polícia Civil do estado da Bahia ainda deve esclarecer quem teria atacado as mulheres.
  • A motivação por trás do triplo homicídio também é desconhecida.
  • As vítimas apresentavam marcas de ferimentos provocados por arma branca,mas ainda não se sabe qual seria exatamente a arma usada no crime, uma vez que ela não foi encontrada.
  • Qual teria sido o exato momento em que as mulheres foram atacadas.
  • A PCBA não descarta nenhuma linha de investigação.

Nessa terça-feira (19/8), policiais foram às ruas com o objetivo de reunir elementos que subsidiem o inquérito policial. Uma nova perícia foi realizada no local onde os corpos foram encontrados, com foco na localização da arma branca que teria sido utilizada na ação criminosa.

A PCBA destacou que uma equipe especializada analisa dezenas de imagens captadas por câmeras de videomonitoramento de estabelecimentos comerciais da região. Oitiva de testemunhas e demais diligências investigativas estão em andamento e laudos periciais também são aguardados para complementar a apuração dos fatos.

Luto

A Prefeitura de Ilhéus e a Associação dos Professores Profissionais de Ilhéus (APPI-APLB) se pronunciaram após as mortes serem confirmadas.

Em nota, a prefeitura classificou as professoras como ”mulheres que dedicaram suas vidas ao serviço público, contribuindo de forma significativa para o desenvolvimento do município e deixando um legado de compromisso e dedicação à população”.

A APPI decretou luto de três dias e afirmou ainda que cobrará celeridade na investigação, para que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados.

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O cachorro foi encontrado com vida, amarrado próximo aos corpos das vítimas
As mulheres foram vistas com vida pela íltima vez na sexta-feira (15/8)
Mariana era filha de Maria Helena
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Mariana era filha de Maria Helena

Reprodução/Instagram
O cachorro foi encontrado com vida, amarrado próximo aos corpos das vítimas
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O cachorro foi encontrado com vida, amarrado próximo aos corpos das vítimas

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As mulheres foram vistas com vida pela íltima vez na sexta-feira (15/8)
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As mulheres foram vistas com vida pela íltima vez na sexta-feira (15/8)

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