
Mirelle PinheiroColunas

O que Marcinho VP escreveu sobre Oruam na prisão
A carta foi enviada ao advogado que atua na defesa de pai e filho. Oruam é réu por duas tentativas de homicídio contra policiais
atualizado
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Preso na penitenciária federal de segurança máxima de Campo Grande (MS), Márcio dos Santos Nepomuceno — conhecido como Marcinho VP e apontado como um dos principais líderes da facção Comando Vermelho (CV) — escreveu uma carta em que comentou o indiciamento do filho, Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, por duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis. A informação foi revelada pelo colunista Ulisses Campbell, do O Globo, e confirmada pela coluna.
Nos textos, enviados a seu advogado, o ex-desembargador Siro Darlan, Marcinho VP declarou que o filho — a quem se refere como “Popstar” — errou e “tem que pagar pelo que fez”.
No entanto, o chefe do CV escreveu que Oruam deve ser punido apenas pelo que fez, e não por eventuais crimes que, supostamente, tentam lhe imputar.
“Estou tranquilo e confiante na Justiça, porque sei que, a longo prazo, as acusações fabricadas de má-fé, como uma pedra de quase cinco quilos que apareceu supervenientemente ao ocorrido, não se sustentam. Depois de Deus, o tempo e o juiz são mais perfeitos”, escreveu.
Foragido
Desde o início de fevereiro, o rapper passou a ser considerado foragido da Justiça após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogar o habeas corpus que o mantinha em liberdade. A decisão foi tomada em razão do descumprimento das medidas cautelares impostas.
Quando o assunto veio à tona, Oruam e sua defesa publicaram imagens em que ele aparecia tentando carregar a tornozeleira eletrônica sem sucesso. Em um dos trechos, é possível vê-lo conectando o aparelho à tomada, sem que o dispositivo recebesse carga.
A publicação também afirmava que Oruam estaria “sofrendo perseguição pelo simples fato de ser quem ele é”.
A prisão
O rapper foi preso em julho de 2025 após ser indiciado por sete crimes, tendo sido, inclusive, denunciado por tentativa de homicídio contra policiais.
Em setembro, uma decisão do STJ revogou liminarmente a prisão do artista, substituindo o cárcere por medidas cautelares, como comparecimento periódico em juízo, recolhimento domiciliar noturno e uso de tornozeleira eletrônica.
Após deixar a prisão, Oruam passou a cumprir o recolhimento noturno. No entanto, segundo ele, o equipamento apresentou falhas.








