Mirelle Pinheiro

Mulher mata marido na frente do filho por causa de Wi-Fi. Veja vídeo

Em depoimento, ela disse que foi acidental e auto-disparo, mas a única testemunha que é filho do casal, afirmou que a mãe atirou no pai

atualizado

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Divulgação/ PCPR
mata marido parana
1 de 1 mata marido parana - Foto: Divulgação/ PCPR

Uma mulher de 32 anos foi presa suspeita de matar o próprio marido com um tiro após uma discussão por causa da internet da casa, na zona rural de Cafelândia, no Paraná (PR). A prisão preventiva de Jaqueline Francisca dos Santos Chumon foi cumprida na quinta-feira (27/3) pela Polícia Civil do Paraná (PCPR).

De acordo com as investigações, o crime aconteceu depois que a mulher pediu que o marido consertasse a internet da residência. Diante da recusa do homem em resolver o problema naquele momento, a mulher teria pegado uma espingarda calibre .22 e disparado contra o companheiro.

A polícia afirma que ela ainda tentou atirar novamente, mas a arma apresentou falha.

Segundo o delegado do caso Lucas Santana de Freitas,  o caso foi apresentado às autoridades como um disparo acidental. “A investigada alegou que o marido realizava uma manutenção na própria arma quando ela teria disparado sozinha, atingindo o braço esquerdo da vítima e transfixando até uma região vital do corpo” disse.

No entanto, as investigações apontaram várias contradições na versão apresentada. Ainda segundo o delegado, a suspeita teria alterado a cena do crime ao mudar a arma do chão para a cama, junto com o carregador. Além disso, no momento em que o homem era atendido em um posto de saúde onde acabou morrendo ela afirmou aos policiais militares que não era necessário acionar a polícia, pois se tratava apenas de um acidente.

A perícia também descartou a hipótese de autodisparo. O laudo indicou que não havia sinais de tiro encostado ou a curta distância. Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o fato de a vítima ser destra, mas ter sido atingida no braço esquerdo, o que tornaria praticamente impossível que o disparo tivesse sido feito por ela mesma.

Discussões e agressividade

Testemunhas ouvidas pela polícia relataram que o casal tinha discussões frequentes e que a mulher era considerada agressiva no ambiente doméstico. Familiares que moram próximos afirmaram que já haviam presenciado brigas e episódios de violência entre os dois.

A única testemunha do crime foi o filho do casal, que saiu pedindo socorro aos familiares logo após o disparo e afirmou que a mãe havia atirado no pai. Segundo a polícia, a criança revelou o que aconteceu ao Conselho Tutelar, mesmo após ter sido orientada pela mãe a não contar a verdade.

Jaqueline Francisca dos Santos Chumon deve responder por homicídio qualificado por motivo fútil e por recurso que dificultou a defesa da vítima, devido ao uso de arma de fogo. Ela permanece presa preventivamente e à disposição da Justiça.

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