Mirelle Pinheiro

Mulher esgana namorada até a morte e diz que “tentou tirar espíritos”

A suspeita disse à polícia que cometeu o crime após a vítima atacá-la com uma faca. O caso ocorreu nessa terça (21/10), em Três Lagoas (MS)

atualizado

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Divulgação/PCMS
mulher mata namorada
1 de 1 mulher mata namorada - Foto: Divulgação/PCMS

Uma mulher de 43 anos foi presa na tarde dessa terça-feira (21/10) pela Polícia Militar do Mato Grosso do Sul (PMMS) após assassinar a namorada. O caso ocorreu no município de Três Lagoas.

Solene Aparecida Ferreira Correa, de 46 anos, foi esganada até a morte, dentro da residência onde morava com sua companheira, por volta das 14h30.

Segundo a Polícia Civil do MS, vizinhos escutaram a briga e acionaram o 190, informando que uma mulher estaria ferida. No local, a equipe policial encontrou a suspeita na frente da casa, afirmando que queria se entregar por ter matado a namorada.

Dentro do imóvel, Solene foi encontrada sem vida, caída ao chão, com sinais de violência.

“Incorporada por espíritos”

Em interrogatório, a suspeita, identificada como Laura Rosa Gonçalves, relatou que mantinha relacionamento com Solene há cerca de dois anos e que, nessa terça (21/10), tiveram uma discussão motivada por ciúmes e questões financeiras.

Ela afirmou que as duas entraram em luta corporal e que, em dado momento, imobilizou e segurou a companheira pelo pescoço após ser atacada na mão com uma facada.

Em sua versão, mesmo depois de já ter desarmado Solene, Laura continuou a esganando, pois acreditava que a vítima estava incorporada por espíritos no momento da briga e queria retirá-los.

Medidas protetivas

A vítima tinha medidas protetivas contra a suspeita, que usava tornozeleira eletrônica em virtude de agressões anteriores. Em uma das ocorrências, ela chegou a fraturar o braço de Solene.

Apesar de ter denunciado Laura, a vítima voltou para Três Lagoas e reatou o relacionamento com a suspeita há dois meses.

Diante dos fatos, a delegada responsável pela Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) de Três Lagoas ratificou a prisão em flagrante pelo crime de feminicídio e representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

“O crime ocorreu em contexto de violência doméstica. Diante da gravidade dos fatos, a prisão preventiva é necessária para garantia da ordem pública”, destacou a delegada.

A residência foi periciada e a vítima encaminhada ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL). Faca e celulares foram apreendidos e as investigações continuarão pela equipe da delegacia especializada.

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