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Mirelle Pinheiro

Mulher é resgatada após ser mantida presa e agredida por empresária

A mulher era obrigada a continuar trabalhando sem receber salário, sob a justificativa de que precisava quitar uma suposta dívida

27/04/2026 09:23
Reprodução
Mulher é resgatada após ser mantida presa e agredida por empresária

Uma mulher de 37 anos denunciou ter sido mantida em cárcere privado e submetida a condições análogas à escravidão pela proprietária de um mercado em Sinop (MT). O caso veio à tona após a vítima conseguir pedir ajuda pelas redes sociais.

Segundo o relato, a situação começou em 18 de abril, quando a dona do estabelecimento passou a acusá-la de desviar dinheiro.

A partir daí, a mulher afirma que foi agredida fisicamente, ameaçada de morte e impedida de deixar o local onde vivia.

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De acordo com a denúncia, a vítima era obrigada a continuar trabalhando sem receber salário, sob a justificativa de que precisava quitar uma suposta dívida.

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Ela também relatou que passou fome, já que recebia apenas uma refeição por dia.

Ainda conforme o depoimento, a agressora teria contado com a ajuda de outra mulher durante as agressões, que incluíram socos e espancamentos.

A vítima apresentava hematomas pelo corpo quando foi encontrada pela polícia.

Sem acesso ao próprio celular, que teria sido confiscado, a mulher conseguiu criar um perfil em uma rede social usando o aparelho de um conhecido e fez a denúncia, o que mobilizou equipes policiais.

Os policiais foram até o endereço indicado, onde localizaram a vítima e a suspeita. No local, foram apreendidos celulares, um caderno com anotações e o sistema de armazenamento de imagens do estabelecimento, que pode conter registros das agressões.

A empresária negou as acusações e afirmou que não houve cárcere nem violência, alegando que as imagens comprovariam sua versão.

A vítima trabalhava há cerca de quatro meses no local, sem carteira assinada, e disse que estava há dois meses sem receber pagamento, atuando apenas em troca de moradia e alimentação.

O caso foi registrado como cárcere privado e redução à condição análoga à de escravo e será investigado pela Polícia Civil.