Mulher é resgatada após ser mantida presa e agredida por empresária
A mulher era obrigada a continuar trabalhando sem receber salário, sob a justificativa de que precisava quitar uma suposta dívida

Uma mulher de 37 anos denunciou ter sido mantida em cárcere privado e submetida a condições análogas à escravidão pela proprietária de um mercado em Sinop (MT). O caso veio à tona após a vítima conseguir pedir ajuda pelas redes sociais.
Segundo o relato, a situação começou em 18 de abril, quando a dona do estabelecimento passou a acusá-la de desviar dinheiro.
A partir daí, a mulher afirma que foi agredida fisicamente, ameaçada de morte e impedida de deixar o local onde vivia.
De acordo com a denúncia, a vítima era obrigada a continuar trabalhando sem receber salário, sob a justificativa de que precisava quitar uma suposta dívida.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroEla também relatou que passou fome, já que recebia apenas uma refeição por dia.
Ainda conforme o depoimento, a agressora teria contado com a ajuda de outra mulher durante as agressões, que incluíram socos e espancamentos.
A vítima apresentava hematomas pelo corpo quando foi encontrada pela polícia.
Sem acesso ao próprio celular, que teria sido confiscado, a mulher conseguiu criar um perfil em uma rede social usando o aparelho de um conhecido e fez a denúncia, o que mobilizou equipes policiais.
Os policiais foram até o endereço indicado, onde localizaram a vítima e a suspeita. No local, foram apreendidos celulares, um caderno com anotações e o sistema de armazenamento de imagens do estabelecimento, que pode conter registros das agressões.
A empresária negou as acusações e afirmou que não houve cárcere nem violência, alegando que as imagens comprovariam sua versão.
A vítima trabalhava há cerca de quatro meses no local, sem carteira assinada, e disse que estava há dois meses sem receber pagamento, atuando apenas em troca de moradia e alimentação.
O caso foi registrado como cárcere privado e redução à condição análoga à de escravo e será investigado pela Polícia Civil.









