Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mirelle Pinheiro

MPGO mira criminosos que faziam “home office” e tinham “Disk PCC”

Trocas de mensagens interceptadas indicam que os líderes da facção prestavam apoio a criminosos em território goiano por meio do WhatsApp

17/06/2026 17:20
Compartilhar notícia
Divulgação/MPGO
MPGO mira criminosos que faziam “home office” e tinham “Disk PCC”

Ministério Público de Goiás (MPGO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nessa terça-feira (16/6) a Operação Convergência Nacional – Goiás 02, com o objetivo de desarticular a atuação de lideranças da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) em território goiano.

As investigações tiveram início a partir da análise de dados da Operação Sintonia Goiás, realizada em 10 de maio de 2023, que resultou na condenação de dezenas de integrantes do PCC ligados à chamada Sintonia do Estado de Goiás.

Com base no material apreendido, o Gaeco identificou lideranças da facção que passaram a atuar em outros estados, de onde coordenavam à distância as ações de membros em Goiás.

Segundo os investigadores, trocas de mensagens interceptadas indicam que os líderes da facção paulista prestavam apoio a criminosos em território goiano por meio de grupos de WhatsApp.

MPGO mira criminosos que faziam “home office” e tinham “Disk PCC” - destaque galeria
2 imagens
Operação foi deflagrada nessa terça (16)
De acordo com as apurações, os investigados faziam parte de dois núcleos da organização criminosa: “Sintonia dos 14” e “Sintonia Geral do Progresso"
1 de 2

De acordo com as apurações, os investigados faziam parte de dois núcleos da organização criminosa: “Sintonia dos 14” e “Sintonia Geral do Progresso"

‘Sintonia dos 14’ define punições e fluxo financeiro Apura-se que os investigados integravam dois núcleos da organização: A Sintonia dos 14 funciona como última instância decisória da facção em Goiás, responsável por coordenar membros em liberdade, aplicar punições internas, controlar armas de fogo, denominadas "ferramentas", planejar ataques contra facções rivais e julgar a conduta de seus próprios integrantes. Já a Sintonia Geral do Progresso responde pela sustentabilidade financeira da organização, por meio do tráfico de entorpecentes em larga escala, com destaque para o comércio de cocaína. O material apreendido no curso das diligências será submetido a análise técnica, e as denúncias serão oferecidas no prazo legal. A operação é conduzida pelo Gaeco do MPGO, unidade especializada no enfrentamento às organizações criminosas, integrante da estrutura do MPGO
Operação foi deflagrada nessa terça (16)
2 de 2

Operação foi deflagrada nessa terça (16)

Divulgação/MPGO

Os núcleos

De acordo com as apurações, os investigados faziam parte de dois núcleos da organização criminosa: “Sintonia dos 14” e “Sintonia Geral do Progresso”.

A chamada “Sintonia dos 14” funcionaria como instância decisória da facção no estado, responsável por coordenar integrantes em liberdade, aplicar punições internas, controlar armamentos — denominados “ferramentas” —, planejar ações contra grupos rivais e julgar a conduta de seus membros.

Já a “Sintonia Geral do Progresso” seria responsável pela sustentação financeira da organização, principalmente por meio do tráfico de drogas em larga escala, com destaque para a comercialização de cocaína.

A operação

Durante a operação, foram cumpridos oito mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara das Garantias da Comarca de Goiânia. A ação contou com apoio da Polícia Militar e da Polícia Penal de Goiás, além de Gaecos e forças policiais dos estados de São Paulo e Minas Gerais.

O material apreendido será submetido à análise técnica e poderá embasar novas denúncias dentro do prazo legal. A operação segue sob condução do Gaeco do MPGO.

A ação integra uma iniciativa do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), do Ministério Público, voltada ao enfrentamento de facções em todo o país.