Mirelle Pinheiro

MP desmantela esquema milionário de grilagem no Distrito Federal

A coluna apurou que a principal investigada é Edelsa Toledo, presidente da associação de moradores do condomínio Vale dos Ipês

atualizado

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MP desmantela esquema milionário de grilagem no Distrito Federal
1 de 1 MP desmantela esquema milionário de grilagem no Distrito Federal - Foto: PCDFT/Divulgação

O Ministério Público do DF deflagrou a Operação Vale dos Ipês, na manhã desta terça-feira (2/9), para desarticular esquema milionário de grilagem de terras públicas e crimes ambientais na região do Paranoá, no Distrito Federal.

A ação contou com o cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão expedidos pela Vara Criminal do Paranoá, sob coordenação da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística (2ª Prourb) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram expedidos pela Vara Criminal do Paranoá. A coluna apurou que a principal investigada é Edelsa Toledo, presidente da associação de moradores do condomínio Vale dos Ipês, apontada como articuladora do esquema criminoso.

De acordo com as investigações, toda a área ocupada pelo condomínio pertence à Terracap, mas era parcelada e revendida a terceiros de forma ilegal. Para dar aparência de legalidade, a presidente da associação montou até uma fábrica de bloquetes dentro do próprio condomínio, utilizada para justificar obras de infraestrutura e mascarar o esquema.

Edelsa também é acusada de coagir moradores que questionavam sua gestão. Um dos métodos, segundo o MP, era mover ações de cobrança fraudulentas que resultavam no leilão de lotes, posteriormente revendidos pela própria associação e por comparsas.

Obstrução e falsificação
A investigação aponta ainda que a líder do grupo atuava para impedir ações de fiscalização e descumpria reiteradamente decisões judiciais de desocupação da área. Para isso, usava documentos falsos, apresentados em processos judiciais como se fossem válidos, com o objetivo de sustentar a permanência no local.

A Justiça do DF já havia determinado a desocupação do condomínio em uma ação civil pública movida pela Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística. Agora, com a operação, os envolvidos poderão responder por crimes como organização criminosa, estelionato, falsidade ideológica, parcelamento ilegal do solo e ainda pelas infrações ambientais constatadas durante as diligências.

A ação teve apoio da Delegacia Especial de Proteção ao Meio Ambiente e à Ordem Urbanística (Dema) da Polícia Civil do DF. As investigações continuam para identificar todos os beneficiários do esquema.

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