
Mirelle PinheiroColunas

Megaoperação mira facções em 15 estados e cumpre mais de 100 prisões
Ação coordenada das FICCOs mobiliza forças de segurança contra tráfico, armas e lavagem de dinheiro
atualizado
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As Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) deflagraram, na manhã desta quarta-feira (18/3), a Operação Força Integrada, uma ação nacional contra facções criminosas, tráfico de drogas e armas e esquemas de lavagem de dinheiro.
A ação ocorre simultaneamente em 15 estados e já cumpre 180 mandados de busca e apreensão e 112 mandados de prisão em todo o país.
Os alvos estão nos estados de Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Sergipe.
A operação mobiliza diferentes forças de segurança pública em um modelo de atuação conjunta coordenado pela Polícia Federal, reunindo polícias civis, militares e penais, além da Polícia Rodoviária Federal, guardas municipais e a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).
Segundo as autoridades, o objetivo é ampliar o enfrentamento ao crime organizado por meio da integração entre instituições, sem hierarquia entre os órgãos participantes.
Principais alvos
Entre as ações de maior impacto, a operação em Campinas (SP), chamada Dry Fall, mira uma organização criminosa com vínculos ao Comando Vermelho (CV), envolvida em tráfico de drogas e disputas territoriais. São cumpridos 37 mandados de prisão e bloqueio de mais de 100 contas bancárias, com valores que podem chegar a R$ 70 milhões.
No Maranhão, a Operação Ictio investiga um grupo dedicado ao tráfico de cocaína e crack em larga escala. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 297 milhões, além do sequestro de imóveis, veículos de luxo e outros bens.
Em Pernambuco, a Operação Roça tem como alvo um grupo envolvido com tráfico de drogas e armas, roubos de carga e lavagem de dinheiro, com bloqueio de ativos de até R$ 5 milhões.
No Paraná, a Operação Blue Sky mira uma organização criminosa com ligação ao Primeiro Comando da Capital (PCC), suspeita de atuar no tráfico e em crimes violentos no interior do estado.
Outras frentes
As ações também atingem grupos envolvidos em diferentes frentes criminosas:
• Desvio e revenda de drogas apreendidas, no Espírito Santo;
• Tráfico via aeroporto internacional, no Amazonas;
• Uso de empresas de fachada, no Maranhão;
• Comércio ilegal de armas, em Sergipe;
• Atuação de facções com cobrança violenta de dívidas e execuções, na Bahia;
• Investigação sobre colaboração de servidor público com organização criminosa, no Pará.
Além disso, operações também incluem cumprimento de mandados contra foragidos, como em Minas Gerais, e investigações pontuais, como a recuperação de equipamentos furtados no Amapá.
