Mirelle Pinheiro

Megaoperação Contenção: MP denuncia seis PMs por furto e peculato

Os PM são suspeitos de se apropriarem de um fuzil apreendido, furtar peças de um carro encontrado na comunidade e manipular as câmeras

atualizado

metropoles.com

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Philippe Lima/Gov RJ
Camera corporal para policiais no Rio de janeiro
1 de 1 Camera corporal para policiais no Rio de janeiro - Foto: Philippe Lima/Gov RJ

Seis policiais militares do Batalhão de Choque foram denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). O grupo teria cometido crimes durante a megaoperação Contenção, em 28 de outubro, nos complexos do Alemão e da Penha.

Eles foram denunciados por peculato, furto qualificado e fraude processual. Os PM são suspeitos de se apropriarem de um fuzil apreendido, furtar peças de um veículo encontrado na comunidade e tentar manipular as próprias câmeras para impedir seu funcionamento.

A 1ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria de Justiça Militar denunciou os 3º sargentos Marcos Vinicius Pereira Silva Vieira e Charles William Gomes dos Santos por peculato, após a subtração de um fuzil semelhante ao modelo AK-47, escondido no interior de uma residência onde cerca de 25 homens já haviam se rendido.

As imagens das câmeras corporais mostram que Silva Vieira arrecadou o armamento e, em seguida, se afastou do grupo de policiais responsáveis pela contabilização dos materiais apreendidos. Minutos depois, ele se reuniu com Charles Santos, e ambos ocultaram o fuzil dentro de uma mochila, sem registrá-lo entre os itens oficialmente apreendidos ao final da operação. A denúncia foi ajuizada na sexta-feira (28/11).

Já a 2ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria de Justiça Militar denunciou, em outro Inquérito Policial Militar (IPM), o subtenente Marcelo Luiz do Amaral, o sargento Eduardo de Oliveira Coutinho e outros dois policiais militares pelo crime de furto qualificado decorrente do desmanche de um veículo Fiat Toro encontrado estacionado na Vila Cruzeiro.

Segundo as investigações, Coutinho subtraiu o tampão do motor, o farol e as capas dos retrovisores, enquanto Amaral e outro PM garantiram condições para a prática criminosa, inclusive tentando impedir o registro das ações pelas câmeras corporais. A denúncia foi ajuizada no sábado (29/11).
O MPRJ ressaltou que, em ambos os casos, houve tentativa deliberada de manipular e obstruir o funcionamento das câmeras pelos policiais denunciados. “O Termo de Análise de Vídeo registra episódios de manipulação direta das câmeras corporais, incluindo tentativa de desligamento, com o objetivo de garantir a impunidade e comprometer o controle interno e externo da atividade policial. Em diferentes momentos, os agentes tentaram cobrir, retirar ou desviar o campo de visão das câmeras, prejudicando a produção de provas e distorcendo a documentação das ações policiais.”

A Polícia Militar afirmou, em nota, que não compactua com desvios de conduta e que colabora com a investigação. Os policiais denunciados podem responder por crimes militares e administrativos.

A denúncia do MPRJ agora segue para análise da Justiça Militar. Se aceita, transforma os seis agentes em réus.

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