
Mirelle PinheiroColunas

PM prende policiais suspeitos de roubarem fuzil em megaoperação no Rio
Por meio de nota, a PM informou que a ação é decorrente de investigações realizadas a partir da análise das imagens das câmeras corporais
atualizado
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Um mês após a megaoperação contenção no Rio de Janeiro, que reuniu as forças policiais contra a expansão do Comando Vermelho no estado, a corregedoria da Polícia Militar faz uma operação, na manhã desta sexta-feira (28/11), para investigar as condutas dos militares que participaram da ação histórica.
A corporação prendeu cinco PMs que integram o Batalhão de Choque. Eles são suspeitos de agir de forma ilegal durante a ação, deflagrada em 28 de outubro. Entre os crimes investigados está o furto de um fuzil, que posteriormente seria revendido a criminosos.
Outros 10 mandados de busca e apreensão são cumpridos pela corporação.
Por meio de nota, a PM informou que a operação é decorrente de investigações realizadas a partir da análise das imagens das Câmeras Operacionais Portáteis utilizadas pelos policiais militares no dia 28 de outubro.
“Ao todo, 10 policiais militares do Batalhão de Polícia de Choque são alvos da operação. As investigações estão sob responsabilidade da 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), que identificou indícios de cometimento de crimes militares no decorrer do serviço.”
Ainda por meio de nota, o comando da corporação destacou “que não compactua com possíveis desvios de conduta ou cometimento de crimes praticados por seus entes, punindo com rigor os envolvidos quando constatados os fatos.”
Operação Contenção
Realizada pelas polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, a ação policial deixou 122 pessoas mortas, sendo cinco policiais.
No total, a operação resultou em 113 prisões, sendo 33 indivíduos de outros estados. Foram recolhidas 118 armas e 1 tonelada de droga. O objetivo era conter o avanço da facção Comando Vermelho e cumprir 180 mandados de busca e apreensão e 100 de prisão, sendo 30 expedidos pela Justiça do Pará.
A operação contou com um efetivo de 2,5 mil policiais e é a maior e mais letal realizada no estado nos últimos 15 anos.

























