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Mirelle Pinheiro

Márcio Canella é preso com fuzil durante operação da PF

O pré-candidato ao Senado foi preso nesta terça-feira (7/7) durante a operação Unha e Carne

07/07/2026 14:54, atualizado 07/07/2026 15:12
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Reprodução/Alerj
Imagem colorida de Márcio Canella, candidato a prefeito de Belford Roxo - Metrópoles

A coluna apurou que Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo, pré-candidato ao Senado e presidente do União Brasil no Rio de Janeiro (RJ), foi preso nesta terça-feira (7/7) durante a Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF), por porte ilegal de arma de fogo.

O político era alvo de busca e apreensão na 6ª fase da operação, mas acabou preso após os investigadores encontrarem um fuzil em situação irregular. Segundo a PF, o fuzil .556 estava no interior de um veículo pertencente a Canella.

Além do presidente do União Brasil- RJ, Marcus Amim, ex-secretário de Estado de Polícia Civil do Rio de Janeiro, também foi alvo da operação. 

Márcio Canella é preso com fuzil durante operação da PF - destaque galeria
4 imagens
Um dos veículos encontrados é um Mercedes-AMG G63, considerado um dos SUVs de luxo mais icônicos do mundo
Os carros foram encontradas no endereço de um dos alvos
Além do jipe, os investigadores também apreenderam um sedã da BYD e um Toyota Corolla, ambos pretos
O arsenal apreendido inclui pistolas, um fuzil de cano curto, carregadores e munições. Além das armas, a PF encontrou dinheiro em espécie, em reais e dólares
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O arsenal apreendido inclui pistolas, um fuzil de cano curto, carregadores e munições. Além das armas, a PF encontrou dinheiro em espécie, em reais e dólares

Material cedido ao Metrópoles
Um dos veículos encontrados é um Mercedes-AMG G63, considerado um dos SUVs de luxo mais icônicos do mundo
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Um dos veículos encontrados é um Mercedes-AMG G63, considerado um dos SUVs de luxo mais icônicos do mundo

Material cedido ao Metrópoles
Os carros foram encontradas no endereço de um dos alvos
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Os carros foram encontradas no endereço de um dos alvos

Material cedido ao Metrópoles
Além do jipe, os investigadores também apreenderam um sedã da BYD e um Toyota Corolla, ambos pretos
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Além do jipe, os investigadores também apreenderam um sedã da BYD e um Toyota Corolla, ambos pretos

Material cedido ao Metrópoles

A operação

Ao todo, os policiais cumprem 19 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na capital fluminense, bem como em Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende. A Justiça também autorizou o sequestro de bens e valores, além da suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados.

Segundo a PF, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou que o grupo teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.

A corporação indica que a estrutura criminosa utilizava empresas do setor de combustíveis como plataforma para lavagem de dinheiro e contava, ainda, com a participação de agentes públicos.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, contratação direta ilegal, lavagem de dinheiro e outros delitos que venham a ser identificados durante o avanço das investigações.

As fases da Unha e Carne

A Operação Unha e Carne começou em dezembro de 2025 para investigar um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas de operações policiais contra o Comando Vermelho (CV).

Com o avanço das apurações, a Polícia Federal ampliou o foco da investigação e passou a apurar uma rede de proteção ao crime organizado, que incluiria agentes públicos, parlamentares, integrantes do Judiciário e operadores financeiros.

Na semana passada, durante a 5ª fase da operação, a PF prendeu o pastor Márcio Poncio, investigado por suposta ligação com a chamada Máfia do Cigarro.

Na mesma etapa, a Justiça também decretou a prisão do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, apontado como um dos principais nomes do jogo do bicho no Rio, e do ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que já estava preso. As investigações dessa fase apuram suspeitas de lavagem de dinheiro e de pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.

As etapas anteriores também tiveram como alvo o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, investigado por suposto vazamento de informações sigilosas, além do deputado estadual Thiago Rangel, preso sob suspeita de participação em fraudes envolvendo contratos da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro.