Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mirelle Pinheiro

Mãe morre após ter intestino perfurado durante parto em hospital no RJ

Quadro clínico de Jessyca Mendonça, de 29 anos, desenvolveu para infecção generalizada. O caso é investigado pela polícia civil

30/06/2026 15:17, atualizado 30/06/2026 15:22
Compartilhar notícia
Reprodução/Redes Sociais
Mãe morre após ter intestino perfurado durante parto em hospital no RJ

Uma mulher de 29 anos, identificada como Jessyca Santos Mendonça (foto em destaque), morreu no dia 25 de junho — 17 dias após dar à luz no Hospital da Mulher Intermédica Jacarepaguá, localizado na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo a família,  ela teve o intestino perfurado durante a cesariana, desenvolveu sepse e morreu após uma sequência de supostas falhas no atendimento. 

Segundo informações, Jessyca entrou em trabalho de parto no dia 8 de junho. Após o nascimento do bebê, a criança apresentou quadro de asfixia grave e precisou ser reanimada pela pediatra que acompanhava o procedimento.

Algumas horas após a cirurgia, a mulher começou a sentir fortes dores abdominais. No entanto, a enfermeira teria atribuído o desconforto à presença de gases, considerado comum no pós-parto.

No dia seguinte, ela já apresentava dificuldade para ficar em pé e um intenso inchaço no abdômen. Com isso, precisou ser transferida para um hospital com maior estrutura.

Em publicação nas redes sociais, a advogada da família, Bianca Macário, informou que a remoção só ocorreu dois dias depois.

“Eu nunca exponho meus casos, defendo que tragédia não é espetáculo, processo penal segue a mesma linha. Entretanto, existem casos que precisam ser vistos, existem dores que precisam ser expostas. A estatística, o número, não contam a história, o nome sim!”, escreveu.

Ela passou por uma cirurgia de emergência no mesmo dia. Apesar dos procedimentos, o quadro evoluiu para sepse e a mulher morreu no dia 25 de junho.

“Jessyca entrou no hospital para dar a vida, o médico errou, a voz dela foi ignorada, perdeu a vida. Qualquer sucessão de erros que ceifa uma vida é desumana”, disse.

A advogada também afirmou que buscará a responsabilização dos envolvidos.

“Foi registrada ocorrência, há investigação em curso. Garantirei que haverá responsabilização dos envolvidos, em todas as esferas e de todas as formas. Não trará Jessyca de volta, nem permitirá que o filho recém-nascido seja criado pela mãe, mas garante que não haja outro erro, que amanhã não seja só um ontem com um novo nome.”

Em nota à coluna, a Polícia Civil informou que o caso foi registrado inicialmente na 77ª Delegacia de Polícia (Icaraí) e posteriormente encaminhado à 41ª DP (Tanque), responsável pela investigação.

A coluna tentou contato com o hospital, mas não obteve retorno até a última atualização. O espaço segue aberto.