
Mirelle PinheiroColunas

Líderes do CV foram flagrados em churrasco durante ação no Vidigal. Veja vídeo
As imagens foram registradas por um drone de monitoramento da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A operação deixou 200 turistas ilhados
atualizado
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Durante a operação no Vidigal para prender o traficante Ednaldo Pereira de Souza, conhecido como “Dada”, um drone da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) flagrou traficantes reunidos em uma casa de alto padrão com vista para a Praia do Leblon. A ação, deflagrada nessa segunda-feira (20/4), deixou mais de 200 turistas ilhados no topo do Morro Dois Irmãos após registros de tiroteios.
A coluna teve acesso ao vídeo que mostra o grupo conversando no imóvel, que conta com piscina e área de lazer. Os suspeitos faziam churrasco no momento em que foram flagrados.
Informações apontam que o homem que aparece vestindo uma bermuda vermelha é “Dada”, o principal alvo da operação. O próprio traficante teria sido o responsável por alugar a mansão para que o grupo pudesse aproveitar o feriado.
A tentativa de captura terminou em confronto. Houve intensa troca de tiros, com apoio de helicóptero, o que provocou pânico na região e deixou turistas ilhados no Morro Dois Irmãos, sem conseguir deixar o local.
Apesar do cerco, o traficante conseguiu fugir por uma passagem estreita, o que dificultou o avanço dos policiais.
As prisões
Na residência, os investigadores encontraram Núbia Santos Oliveira, responsável por movimentar o dinheiro do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), grupo que atua no sul da Bahia e mantém ligação com o CV. Ela é esposa de Wallas Souza Soares, o “Patola”, aliado direto de “Dada”.
Segundo as investigações, Núbia atuava no núcleo financeiro da organização, sendo responsável por operações de lavagem de dinheiro. Contra ela, havia dois mandados de prisão em aberto por tráfico de drogas e homicídio.
A ação foi deflagrada de forma integrada pelo Ministério Público da Bahia, pela Secretaria de Segurança Pública e pelas polícias civis da Bahia e do Rio de Janeiro, dentro da Operação Duas Rosas 2.
Outros dois homens, identificados como Patrick Cesar Tobias Xavier, de 38 anos, e Christian Fernandes Rodrigues da Silva, foram presos.
Conhecido como “Bart”, Patrick era um dos criminosos mais procurados do estado de Goiás. O nome dele consta no Projeto Captura, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, programa que monitora indivíduos de alta periculosidade com atuação relevante no crime organizado.
No momento da abordagem, ele apresentou documento falso em nome de “Rodrigo Silva”.
O segundo preso é natural de Minas Gerais (MG) e foi flagrado portando um fuzil Colt calibre 5,56 e uma pistola Canik calibre 9 mm, com numeração raspada.










