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Mirelle Pinheiro

Ladrão de casas de luxo é preso após ameaçar e assaltar vereador no RJ.

Cristian Félix é suspeito de integrar e liderar um grupo criminoso especializado em roubos a residências e extorsões em Niterói (RJ)

29/10/2026 15:41, atualizado 29/10/2026 15:55
Material cedido ao Metrópoles
Ladrão de casas de luxo é preso após ameaçar e assaltar vereador no RJ

A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) prendeu, nesta quarta-feira (28/10), durante a Operação Segunda Demão, Cristian Félix Silva Farias (foto em destaque), de 26 anos, conhecido como “CR”. Ele é suspeito de integrar e liderar um grupo criminoso especializado em roubos a residências de alto padrão e extorsões em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

Cristian foi localizado por policiais da 76ª Delegacia de Polícia enquanto almoçava em um bar no bairro de Maria Paula, em São Gonçalo. Segundo a Polícia Civil, ele não resistiu à prisão.

Um dos crimes investigados é o roubo à casa do vereador Beto da Pipa, em Niterói, ocorrido na madrugada de 10 de fevereiro de 2026. Na ocasião, quatro homens armados invadiram a residência da família, localizada em um condomínio no bairro de Pendotiba.

Os moradores foram surpreendidos enquanto dormiam, amarrados e ameaçados pelos criminosos. Enquanto parte do grupo mantinha as vítimas sob controle, os demais reviraram os cômodos e recolheram celulares, joias e outros objetos de valor.

Além disso, a família foi obrigada a fazer transferências bancárias via Pix para contas de pessoas ligadas aos integrantes do bando.

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Na fuga, os assaltantes renderam o vigilante do condomínio e roubaram a arma de fogo e o celular dele. O grupo deixou o local em um dos veículos da família.

Segundo apurou a coluna, a mesma quadrilha sequestrou um comerciante no dia 19 de fevereiro, nove dias após o roubo na casa de Beto da Pipa.

Investigação

De acordo com a investigação da 76ª DP, Cristian havia trabalhado como ajudante de pintor na residência do vereador cerca de dois meses antes do assalto. Segundo a PCERJ, a experiência pode ter permitido que ele conhecesse detalhes do imóvel e da rotina da família, o que teria contribuído para o planejamento do crime.

As apurações apontam que o grupo agia com planejamento prévio e divisão de tarefas. Para dificultar a identificação dos envolvidos, os criminosos usariam veículos clonados, balaclavas e bloqueadores de sinais de comunicação, conhecidos como jammers.

A polícia também identificou indícios de participação do grupo em outros roubos a residências e crimes de extorsão mediante sequestro. Durante as diligências, foram recuperados o veículo roubado da família e os celulares subtraídos das vítimas.

As investigações também apontaram possíveis vínculos do grupo com criminosos da comunidade da Grota, em Niterói, e com integrantes do chamado “Bonde do Calebe”.

O grupo foi investigado em 2018 no âmbito da Operação Kasparov. Na ocasião, Cristian foi preso em flagrante por suspeita de envolvimento em crimes de organização criminosa e roubo a residência.

Ladrão de casas de luxo é preso após ameaçar e assaltar vereador no RJ