PF acha caixas de dinheiro em operação que prendeu presidente do TCE de MT
Operação Tomada de Contas investiga suspeitas de irregularidades em contratos e pagamentos no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso

A Polícia Federal (PF) apreendeu garrafas de vinho, relógios de luxo, carros e pilhas de dinheiro em reais e euros durante a Operação Tomada de Contas, deflagrada nesta quinta-feira (29/10). A ação investiga suspeitas de irregularidades em contratos e pagamentos no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) e levou à prisão preventiva do presidente da Corte, Sérgio Ricardo de Almeida.
Também foram presos o procurador do tribunal Grhegory Paiva Pires e outros quatro servidores. Ao todo, a Justiça autorizou seis prisões preventivas.
As investigações apuram possíveis irregularidades na gestão de contratos administrativos e na realização de pagamentos a servidores do órgão.
Segundo a PF, uma das linhas investigativas envolve suspeitas de que a suspensão de contratos tenha sido utilizada como mecanismo de pressão sobre fornecedores, além de possível tratamento diferenciado na liberação de recursos públicos.
A corporação também investiga divergências em pagamentos feitos a empresas, movimentações financeiras consideradas atípicas envolvendo servidores públicos e saques recorrentes em espécie.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroComo mostrou a coluna, mais de 180 policiais federais participaram da operação, que cumpriu 26 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. A ação também inclui medidas de afastamento de sigilos e sequestro de bens, autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Por determinação do STJ, os conselheiros em atividade Guilherme Maluf e Alisson Alencar também foram afastados dos cargos. A medida atingiu ainda o conselheiro aposentado Valter Albano da Silva, que integrava a Comissão Permanente de Sustentabilidade do tribunal.
Os fatos investigados podem configurar, em tese, crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.















