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Mirelle Pinheiro

Investigados por fraude no INSS são alvo da PF por coagir testemunhas

O grupo é suspeito de forjar documentos, manipular benefícios e burlar sistemas internos da autarquia

02/12/2025 10:55, atualizado 02/12/2025 11:08
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SOPA Images/Getty Images
Previdência social INSS

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (2/12), a Operação Má Conduta, uma nova ação voltada a coibir tentativas de interferência em um inquérito que apura fraudes previdenciárias.

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Porto Real do Colégio (AL) e Aracaju (SE).

A ação é um desdobramento direto da Operação Átropos, deflagrada em outubro, que revelou um esquema envolvendo um servidor do INSS e advogados, responsável por causar um prejuízo estimado em quase R$ 1,1 milhão aos cofres públicos.

O grupo é suspeito de forjar documentos, manipular benefícios e burlar sistemas internos da autarquia.

Coação para alterar depoimentos

Segundo a PF, após a primeira fase da investigação, surgiram indícios de que alguns dos investigados passaram a pressionar testemunhas com o objetivo de alterar relatos já prestados.

As tentativas incluíam orientações explícitas para que pessoas ligadas ao caso mentissem ou omitisse fatos, o que levantou alerta para risco de obstrução.

As diligências realizadas nesta terça têm como objetivo preservar a integridade da investigação, garantir a segurança das testemunhas e impedir que novas tentativas de manipulação do inquérito ocorram.

Crimes em apuração

Além das acusações de estelionato previdenciário e associação criminosa que motivaram a Operação Átropos, os investigados agora poderão responder também por coação no curso do processo, crime previsto no Código Penal para quem tenta influenciar, intimidar ou constranger testemunhas.