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Mirelle Pinheiro

Quem são os deputados do PL atacados por hacker investigado pela PF

Os sites sofreram ataques do tipo negação de serviço (DDoS), que sobrecarregam os servidores e tiram as páginas do ar

02/12/2025 08:24, atualizado 02/12/2025 09:41
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Metrópoles Entrevista a deputada Bia Kicis - metrópoles

A Polícia Federal (PF) apura um ataque cibernético coordenado que derrubou os sites oficiais de deputados federais favoráveis ao PL 1.904/2024, o chamado PL Antiaborto.

A ação virtual, revelada após as páginas ficarem fora do ar e exibirem mensagens irregulares, inclusive um post antigo do presidente Lula no site de Eduardo Bolsonaro, levou a corporação a deflagrar a Operação Intolerans nesta terça-feira (2/12).

Segundo as investigações preliminares, os sites sofreram ataques do tipo negação de serviço (DDoS), que sobrecarregam os servidores e tiram as páginas do ar.

O caso mobilizou cooperação internacional, já que indícios apontam para atuação simultânea em diferentes localidades.

Quem são os parlamentares atacados

De acordo com levantamento feito à época dos ataques, ao menos quatro deputados foram alvos diretos:

  • Eduardo Bolsonaro (PL-SP) — teve o site invadido e substituído por um tuíte antigo de Lula.
  • Alexandre Ramagem (PL-RJ) — site derrubado por instabilidade no servidor.
  • Bia Kicis (PL-DF) — página saiu do ar após sobrecarga.
  • Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP) — domínio ficou inacessível por erro interno.

A derrubada ocorreu no mesmo fim de semana em que manifestações tomaram ruas pelo país para protestar contra o projeto, que prevê transformar em homicídio o aborto realizado após 22 semanas, inclusive em casos de estupro.

Após a repercussão, um perfil anônimo no X (antigo Twitter) assumiu a autoria e comemorou o ataque, classificando a bancada como “bancada do estupro”.

O que diz a Polícia Federal

A PF confirmou que trata o caso como ataque articulado, com indícios de ação coordenada entre mais de um investigado. Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo e Curitiba.

A corporação afirma que o objetivo da operação é identificar todos os envolvidos, mapear a origem dos disparos cibernéticos e responsabilizar os autores pelos crimes praticados.

A investigação segue em sigilo.