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Mirelle Pinheiro

Inteligência da Polícia Penal ajudou a desvendar crimes marcantes

Evento de celebração dos 20 anos da instituição, relembrou como o monitoramento nos presídios contribuiu na conclusão de casos marcantes

24/06/2026 12:51
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Divulgação/PPF
Inteligência da Polícia Penal ajudou a desvendar crimes marcantes

Mensagens codificadas, anotações, conversas monitoradas e movimentações suspeitas dentro dos presídios de segurança máxima. Ao longo dos últimos 20 anos, a inteligência da Polícia Penal Federal (PPF) transformou informações obtidas no ambiente carcerário em peças fundamentais para investigações que repercutiram em todo o país.

Esse trabalho ganhou destaque na exposição que celebrou os 20 anos da instituição, realizada nessa terça-feira (23/6), pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). Em um dos espaços, um painel dedicado às operações de inteligência relembrou casos emblemáticos nos quais informações produzidas pelo sistema penitenciário federal contribuíram para o enfrentamento do crime organizado e para a conclusão de crimes de grande repercussão.

“A Polícia Penal Federal se caracteriza por ter um serviço de inteligência muito forte. Muitas das operações deflagradas no Brasil partem de informações que nós conseguimos obter, tratar e transformar em informação propriamente dita para encaminhar para outras instituições”, explicou o diretor da Polícia Penal Federal, Marcelo Stona, em entrevista à coluna.

Entre os casos destacados está a Operação Anjos da Guarda, deflagrada pela Polícia Federal em 2022. As investigações identificaram um plano elaborado por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) para resgatar chefes da facção custodiados em presídios federais, entre eles Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.

Segundo as apurações, as comunicações entre os líderes presos e integrantes da facção em liberdade eram realizadas por meio de advogados. Durante atendimentos nos parlatórios, mensagens eram transmitidas utilizando códigos que simulavam discussões jurídicas.

Também figuraram no painel os casos Melissa, Jerry e Belarmino, o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, morta a tiros em março de 2018 e o Caso Henry Borel, de quatro anos, ocorrido em março de 2021, no Rio de Janeiro.
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Celebração de 20 anos da Polícia Penal Federal (PPF)
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Celebração de 20 anos da Polícia Penal Federal (PPF)

Giovanna Sfalsin/Metrópoles

História da Instituição

No início dos anos 2000, uma série de rebeliões nos sistemas penitenciários expôs os desafios enfrentados pelo poder público no combate à violência promovida por facções criminosas.. Entre eles, o massacre de 27 detentos no Presídio Urso Branco, em Rondônia, em 2002, e a morte de 31 presos na Casa de Custódia de Benfica, no Rio de Janeiro, em 2004.

A implantação das Penitenciárias Federais foi intensificada após os ataques coordenados por uma facção criminosa em São Paulo, em 2006, que resultaram na morte de 59 agentes de segurança e em rebeliões simultâneas em 74 unidades prisionais. Naquele mesmo ano, a Penitenciária Federal de Catanduvas foi inaugurada.

Em 2009, foram inauguradas mais duas Penitenciárias Federais, uma em Porto Velho (RO), no mês de junho, e uma em Mossoró (RN), no mês de julho. Além da inauguração da Penitenciária Federal em Brasília (DF), em outubro de 2018.