Mirelle Pinheiro

INSS: servidor da Caixa é flagrado sacando dinheiro obtido em fraude

A PF aponta que o grupo criminoso do qual o funcionário participava causou prejuízo de R$ 3 milhões. Ele foi preso nesta quinta-feira (14/8)

atualizado

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1 de 1 Imagem de prédio da Caixa Econômica Federal - Metrópoles - Foto: AngelaMacario/iStock Editorial/Getty Images Plus

Um servidor público da Caixa Econômica Federal (CEF) foi preso pela Polícia Federal (PF), em Nilópolis, no Rio de Janeiro (RJ), por integrar uma organização criminosa especializada na fraude de benefícios previdenciários e assistenciais, mediante inserção de dados falsos nos sistemas integrados do  Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e da Caixa.

As apurações indicam que a organização causou um prejuízo superior a R$ 3 milhões, com benefícios fraudulentos ativos desde 2022.

O homem havia sido flagrado por câmeras de segurança realizando saques reiterados na própria agência bancária onde atuava, relativos aos benefícios concedidos de forma fraudulenta.

Há indícios de que ele inseriu dados falsos no sistema informatizado da CEF e liberou cartões de débito em pelo menos cinco ocasiões distintas, em benefício sa organização criminosa.

As apurações indicam a existência de uma estrutura criminosa composta por funcionários e ex-funcionários públicos, falsificadores de documentos e operadores responsáveis pelo saque, repasse e distribuição dos valores obtidos ilegalmente. A Operação Recupera contou com o apoio da CEF e do Ministério Público Federal.

O investigado foi preso em ação que é desdobramento da Operação Recupera, deflagrada nessa quarta-feira (13/8), com o objetivo de desarticular o grupo criminoso investigado.

O preso foi encaminhado ao sistema prisional do estado, onde permanecerá à disposição da Justiça. Ele responderá pela prática dos crimes de organização criminosa e peculato eletrônico.

À coluna, a Caixa informou que, quando identificado indícios de ilícitos, atua conjuntamente com os órgãos de segurança pública nas investigações e operações que combatem tais ocorrências. “As informações relativas a tais casos são consideradas sigilosas e repassadas exclusivamente à Polícia Federal e demais órgãos competentes para análise e investigação.”

Em nota enviada, a instituição financeira declarou que “aperfeiçoa, continuamente, os critérios de segurança de acesso aos seus aplicativos e movimentações financeiras, acompanhando as melhores práticas de mercado e as evoluções necessárias ao observar a maneira de operar de fraudadores e golpistas, e monitora ininterruptamente seus produtos, serviços e transações bancárias para identificar e investigar casos suspeitos.”

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