
Mirelle PinheiroColunas

PCC: policial e estagiário são presos por plano de matar promotor
O principal alvo é um chefe de investigadores lotado na Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas
atualizado
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Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) colocou sob investigação possível esquema de infiltração criminosa em órgãos públicos de São Paulo. Entre os presos nesta terça-feira (9/6), estão um policial civil e um ex-estagiário do próprio Ministério Público suspeitos de ligação com ações atribuídas ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
A ação foi desencadeada em Campinas, Cardoso e outros municípios paulistas. Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de prisão temporária e de busca e apreensão autorizados pela Justiça.
As medidas fazem parte da Operação Infiltrados, desdobramento de investigações que já haviam apontado suposto plano da facção para assassinar o promotor de Justiça Amauri Silveira Filho, integrante do Gaeco de Campinas e responsável por apurações contra o crime organizado.
De acordo com as apurações, um chefe de investigadores da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas teria mantido contato com pessoas envolvidas no plano.
Os investigadores também apuram se dados relacionados à rotina, aos deslocamentos e às atividades do promotor foram levantados para subsidiar o planejamento do atentado. Um dos encontros entre suspeitos chegou a ser registrado e passou a integrar o material analisado pelas autoridades.
Os promotores também identificaram um estagiário que trabalhava em uma unidade do Ministério Público. Segundo o Gaeco, ele teria utilizado acessos internos para consultar bancos de dados e identificar alvos com elevado poder financeiro.
A suspeita é que essas informações fossem utilizadas para extorsões. Os investigadores acreditam que criminosos eram procurados e pressionados a realizar pagamentos em troca de suposta proteção ou para evitar problemas futuros com órgãos de persecução penal.
As diligências desta terça-feira tiveram apoio da Corregedoria da Polícia Civil, da Corregedoria da Polícia Penal e do Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar.