
Mirelle PinheiroColunas

Homicida e ligado a Bernardo Bello, ex-PM Repolhão é preso no Rio
Investigadores ainda apuram denúncias de que ele faz parte de um dos maiores grupos de extermínio em atividade no estado do Rio de Janeiro
atualizado
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O ex-policial militar Marcelo Sarmento Mendes (foto em destaque), conhecido como “Repolhão”, foi preso na tarde dessa sexta-feira (23/1) por investigadores da 35ª Delegacia de Polícia (Campo Grande).
Ele foi localizado em um restaurante da Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde estava acompanhado de familiares.
Segundo a Polícia Civil, Marcelo é investigado por uma série de crimes graves e aparece como um dos nomes ligados ao assassinato do advogado Carlos Daniel Ferreira Dias, executado em maio de 2022, em Niterói.
As apurações apontam que o ex-PM integra a organização criminosa chefiada pelo contraventor Bernardo Bello.
Além desse homicídio, Marcelo também responde em processo relacionado à morte do bicheiro Alcebíades Paes Garcia, conhecido como Bid.
Investigadores ainda apuram denúncias de que ele faz parte de um dos maiores grupos de extermínio em atividade no estado do Rio de Janeiro, com atuação ligada ao submundo da contravenção.
Segundo a polícia, a prisão dessa sexta-feira é resultado de trabalho de inteligência que indicava que o ex-policial estaria circulando pela região de Campo Grande, onde buscaria apoio de grupos armados locais.
A partir dessas informações, equipes da 35ª DP passaram a monitorar seus deslocamentos até confirmarem sua presença no restaurante.
Marcelo Sarmento já havia sido alvo da Operação Às de Ouros 3, deflagrada em 2024 pelo Departamento-Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCor-LD).
Na ocasião, ele e outros sete investigados, entre eles Bernardo Bello e Diego Netto Braz dos Santos, foram apontados como integrantes de uma organização criminosa envolvida em homicídios e lavagem de dinheiro.
Naquela operação, todos já haviam sido denunciados pelo Ministério Público pela execução do advogado em Niterói. A investigação avançou, ampliando o foco para o esquema financeiro do grupo e suas conexões com a contravenção e grupos armados.
Após a prisão, Marcelo foi encaminhado para o sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.
