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Mirelle Pinheiro

Homem é preso após defender estupro como “dever” e atacar mulheres na web

Imagens localizadas na investigação mostram o denunciado, Gabriel Mendes Bernartt, segurando a cabeça de um animal decapitado

02/09/2026 06:53
Hugo Barreto/Metrópoles
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Um homem identificado como Gabriel Mendes Bernartt foi preso preventivamente após ser denunciado por uma série de crimes cometidos em ambiente virtual.

Segundo o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio da Promotoria de Justiça de Investigação Penal de Volta Redonda, ele foi denunciado por injúria racial, racismo, incitação ao crime, divulgação e posse de conteúdo pornográfico envolvendo criança ou adolescente.

De acordo com a denúncia, Gabriel utilizava o ambiente virtual para disseminar ataques racistas, hostilidades contra mulheres e incentivo à violência sexual, além de divulgar conteúdo sexual envolvendo criança e imagens de crueldade contra animais.

A investigação teve início após uma vítima relatar o recebimento de mensagens com ofensas de cunho racial em um grupo de WhatsApp vinculado à comunidade acadêmica de uma universidade federal com campus em Volta Redonda. O avanço da apuração levou à identificação de Gabriel como responsável pelas mensagens.

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Com a quebra do sigilo telemático, os investigadores constataram que o episódio não era isolado. Foram encontradas diversas manifestações racistas, mensagens de hostilidade contra mulheres e de incentivo à violência sexual, incluindo uma em que o denunciado afirmou que o estupro de determinada pessoa seria um “dever”.

Segundo o MPRJ, também foram localizados registros envolvendo animais mortos e mutilados, inclusive imagens em que o denunciado aparece segurando a cabeça de um animal decapitado.

Diante da quantidade e da gravidade dos elementos reunidos, o MPRJ requereu a prisão e a expedição de mandados de busca e apreensão. O Juízo da 4ª Vara das Garantias deferiu as medidas, cumpridas em 31 de julho de 2026 por policiais civis de Santa Catarina, em cooperação com a Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Além de requerer a prisão, o MPRJ pediu a condenação do denunciado ao pagamento de R$ 100 salários-mínimos por danos morais individuais e coletivos.