Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mirelle Pinheiro

Gucci e Prada: PF acha bolsas de luxo em ação contra venda de sentença

Os investigadores também apreenderam o montante de R$ 284,7 mil em espécie

, Repórter de Mirelle Pinheiro01/04/2026 10:30, atualizado 01/04/2026 10:40
Compartilhar notícia
Divulgação/PF
Gucci e Prada: PF acha bolsas de luxo em ação contra venda de sentença

Além de pilhas de dinheiro, a Polícia Federal (PF) apreendeu, nesta quarta-feira (1º/4), durante a Operação Inauditus, diversos itens considerados de luxo. Entre os objetos apreendidos estão bolsas das marcas de grife Gucci, Prada e Louis Vuitton.

A coluna apurou que os acessórios estão avaliados entre cerca de R$ 10 mil e R$ 32 mil, sendo a mais cara uma bolsa da marca italiana Gucci.

A ação policial também culminou no sequestro de R$ 284,7 mil em espécie nos endereços onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão.

A Operação Inauditus faz parte da investigação acerca de um esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). Dois desembargadores, identificados como Antônio Pacheco Guerreiro Junior e Luiz de França Belchior Junior, foram afastados.

Gucci e Prada: PF acha bolsas de luxo em ação contra venda de sentença - destaque galeria
9 imagens
A ação policial faz parte da investigação acerca de um esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA)
As medidas atingem gabinetes, escritórios de advocacia e empresas
A PF apura os crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa
As ações ocorrem em cidades do Maranhão, além de endereços no Ceará, em São Paulo e na Paraíba
Além das buscas, a Justiça determinou prisão preventiva do principal operador do esquema
Bolsas de grife foram apreendidas em um dos endereços
1 de 9

Bolsas de grife foram apreendidas em um dos endereços

A ação policial faz parte da investigação acerca de um esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA)
2 de 9

A ação policial faz parte da investigação acerca de um esquema de venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA)

Divulgação/PF
As medidas atingem gabinetes, escritórios de advocacia e empresas
3 de 9

As medidas atingem gabinetes, escritórios de advocacia e empresas

Divulgação/PF
A PF apura os crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa
4 de 9

A PF apura os crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa

Divulgação/PF
As ações ocorrem em cidades do Maranhão, além de endereços no Ceará, em São Paulo e na Paraíba
5 de 9

As ações ocorrem em cidades do Maranhão, além de endereços no Ceará, em São Paulo e na Paraíba

Divulgação/PF
Além das buscas, a Justiça determinou prisão preventiva do principal operador do esquema
6 de 9

Além das buscas, a Justiça determinou prisão preventiva do principal operador do esquema

Divulgação/PF
Diversos objetos foram apreendidos
7 de 9

Diversos objetos foram apreendidos

Divulgação/PF
A apuração aponta a participação de magistrados, assessores e outros envolvidos, que teriam atuado em conjunto para favorecer partes em disputas milionárias
8 de 9

A apuração aponta a participação de magistrados, assessores e outros envolvidos, que teriam atuado em conjunto para favorecer partes em disputas milionárias

Divulgação/PF
A Polícia Federal também identificou movimentações financeiras com indícios de triangulação e ocultação de recursos
9 de 9

A Polícia Federal também identificou movimentações financeiras com indícios de triangulação e ocultação de recursos

Magistrados e assessores

Ao todo, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão em diferentes estados. As ordens foram expedidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segundo a investigação, o grupo atuava para direcionar decisões judiciais em processos, com prioridade seletiva e distribuição estratégica.

A apuração aponta a participação de magistrados, assessores e outros envolvidos, que teriam atuado em conjunto para favorecer partes em disputas milionárias, especialmente ligadas a conflitos agrários.

A coluna apurou que os alvos da operação são:

• Antônio Pacheco Guerreiro Júnior – desembargador (afastado)

• Luiz de França Belchior Silva – desembargador (afastado)

• Douglas Lima da Guia – juiz de direito

• Tonny Carvalho Araújo Luz – juiz de direito

• Lúcio Fernando Penha Ferreira – ex-assessor

• Sumaya Heluy Sancho Rios – ex-assessora

• Maria José Carvalho de Sousa Milhomem – assessora

• Eduardo Moura Sekeff Budaruiche – assessor

• Francisco Adalberto Moraes da Silva – ex-servidor do TJMA

• Karine Pereira Mouchrek Castro – ex-assessora

• Ulisses César Martins de Sousa – advogado

• Eduardo Aires Castro – advogado

• Antônio Edinaldo de Luz Lucena – empresário

• Lucena Infraestrutura Ltda – empresa investigada

• Manoel Nunes Ribeiro Filho – investigado

• Aline Feitosa Teixeira – investigada

• Jorge Ivan Falcão Costa – investigado

A Polícia Federal também identificou movimentações financeiras com indícios de triangulação e ocultação de recursos.

Prisão preventiva

Além das buscas, a Justiça determinou prisão preventiva do principal operador do esquema, afastamento de cinco servidores, monitoramento eletrônico de seis investigados, proibição de acesso ao TJMA e bloqueio de bens de até R$ 50 milhões.

As medidas atingem gabinetes, escritórios de advocacia e empresas. As ações ocorrem em cidades do Maranhão, além de endereços no Ceará, em São Paulo e na Paraíba. Segundo a PF, as penas somadas podem chegar a 42 anos de prisão.

O que diz o TJMA

Por meio de nota, o Tribunal de Justiça do Maranhão informou que colabora com a Operação Inauditus, deflagrada nesta quarta-feira (1/4) pela Polícia Federal, em cumprimento de mandados de busca e apreensão expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que inclui unidades do Poder Judiciário estadual.

“O TJMA informa que editou o ato do afastamento de um desembargador e efetivou a exoneração de quatro servidores comissionados, que foram afastados pelo STJ. O TJMA reafirma seu compromisso com o princípio da transparência, colocando a administração à disposição das autoridades no que for cabível.”