Mirelle Pinheiro

Golpista finge ser procurador e é desmascarado por erros ortográficos. Veja vídeo

Após desconfiar da escrita do homem, que já era conhecido, a concessionária acionou a Polícia Civil, que desmascarou o esquema

atualizado

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A investigação da Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) que levou à deflagração da operação CyberCombat, na manhã desta quarta-feira (21/1), foi iniciada a partir de erros ortográficos cometidos por um dos golpistas.

De acordo com o delegado Breno Houly, Guilherme Violin tentava fazer financiamentos de veículos em nome de um procurador de Justiça do Ministério Público de Mto Grosso (MPMT), dando preferências a bancos que aprovavam o trâmite sem exigir o reconhecimento facial.

“Isso facilitava o golpe, já que ele tinha o domínio da conta .Gov da vítima e por isso poderia assinar documentos”, detalhou o delegado.

A questão é que, para comprar os veículos, o investigado entrava em contato com as lojas por meio do Whatsapp. Ele se apresentava como procurador, mas, ao tentar negociar, digitava mensagens com erros ortográficos graves, o que acendeu um alerta nos funcionários.

“A concessionária desconfiou pela forma como o estelionatário conversou, ele tinha um português um pouco rude e não conseguia se expressar bem. Por ser uma cidade menor e eles terem proximidade com os procuradores, entraram em contato e, ao falar com a vítima, perceberam que se tratava de uma fraude.”
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Operação CyberCombat foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (21/1)
A partir desse ponto, a polícia conseguiu mapear a atuação interestadual da quadrilha e identificar seus integrantes
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A partir desse ponto, a polícia conseguiu mapear a atuação interestadual da quadrilha e identificar seus integrantes

Operação CyberCombat foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (21/1)
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Operação CyberCombat foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (21/1)

Como ocorria a fraude

As investigações apontam que os criminosos acessavam ilegalmente contas Gov.br de vítimas para obter informações sensíveis, como CPF, dados bancários e registros oficiais. Com esse material, financiavam veículos em nome de terceiros, sem que os verdadeiros titulares soubessem da fraude.

Após a liberação dos financiamentos, os veículos entravam em processo de “esquentamento”, em que documentos eram adulterados e transferências simuladas dificultavam o rastreamento.

Em seguida, os carros eram revendidos no estado de São Paulo, gerando lucro direto para o grupo.

Uma concessionária de Lucas do Rio Verde acabou entrando no radar da investigação após ser usada em uma das tentativas de fraude.

A partir desse ponto, a polícia conseguiu mapear a atuação interestadual da quadrilha e identificar seus integrantes.

Os investigados envolvidos no esquema costumavam exibir, nas redes sociais, uma rotina de alto padrão, marcada pela ostentação de veículos de luxo. Nesta quarta (21), três pessoas foram presas. 

A operação

A Operação CyberCombat para cumprimento de nove ordens judiciais contra um grupo criminoso especializado em crimes de fraude eletrônica, invasão de dispositivos e falsidade ideológica.

As ordens judiciais, sendo três de prisão preventiva, três de busca e apreensão e três de quebras de sigilos, foram expedidas pela 2ª Vara Criminal de Lucas do Rio Verde.

Para o cumprimento das ordens judiciais, duas equipes de policiais civis de Lucas do Rio Verde se deslocaram para a cidade de Piracicaba (SP). Os trabalhos contaram com apoio da Polícia Civil de São Paulo para integral cumprimento às determinações judiciais.

Diante dos elementos reunidos ao longo da apuração, a autoridade policial representou ao Poder Judiciário pela decretação da prisão preventiva dos investigados, além da expedição de mandados de busca e apreensão e da quebra de sigilos telemáticos.

As medidas foram deferidas pela Justiça, com parecer favorável do Ministério Público.

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