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Mirelle Pinheiro

Golpe da "amiga da onça" contra servidora durou 3 anos e teve carrão.

A suspeita, colega de trabalho da vítima, inventou que ambas eram vítimas de agiotas e a convenceu a fazer transferências durante três anos

21/07/2026 11:43, atualizado 21/07/2026 12:14
PCMT/Divulgação
Golpe da “amiga da onça” contra servidora durou 3 anos e teve carrão

A servidora da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso vítima de suposto esquema de extorsão que teria durado três anos, arquitetado por uma colega de trabalho, chegou a recorrer a empréstimos e saques em cartões de crédito, além de ter sido convencida a financiar, em seu nome, uma caminhonete para os criminosos.

https://youtube.com/watch?v=HXZ2nHi2plw%3Fsi%3DUfb4p60Bv4MsCG0f%2522

As investigações apontam que, entre 2022 e 2025, a servidora foi submetida a um processo contínuo de intimidação e manipulação psicológica pela colega de trabalho, que teria criado narrativa envolvendo supostas dívidas com agiotas e ameaças contra a vítima e seus familiares. Segundo a Polícia Civil, o esquema causou prejuízo superior a R$ 1,1 milhão à servidora pública estadual envolvida na suposta extorsão.

A série de crimes só foi interrompida quando o marido da vítima percebeu o abalo emocional da mulher, descobriu o que estava acontecendo e impediu que ela continuasse mantendo contato com a suspeita. Em seguida, denunciou o caso à Polícia Civil.

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O esquema só foi interrompido quando o marido da vítima percebeu o abalo emocional da esposa, descobriu o que estava acontecendo e impediu que ela continuasse mantendo contato com a suspeita
Uma operação foi deflagrada nesta terça (21/7)
Com medo, a vítima teria recorrido a empréstimos, saques em cartões de crédito, ao resgate de recursos da previdência privada e até utilizado valores destinados à construção da própria casa
Segundo a investigação, a servidora teria sido vítima de estelionato entre 2022 e 2025
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Segundo a investigação, a servidora teria sido vítima de estelionato entre 2022 e 2025

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O esquema só foi interrompido quando o marido da vítima percebeu o abalo emocional da esposa, descobriu o que estava acontecendo e impediu que ela continuasse mantendo contato com a suspeita
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O esquema só foi interrompido quando o marido da vítima percebeu o abalo emocional da esposa, descobriu o que estava acontecendo e impediu que ela continuasse mantendo contato com a suspeita

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Uma operação foi deflagrada nesta terça (21/7)
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Uma operação foi deflagrada nesta terça (21/7)

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Com medo, a vítima teria recorrido a empréstimos, saques em cartões de crédito, ao resgate de recursos da previdência privada e até utilizado valores destinados à construção da própria casa
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Com medo, a vítima teria recorrido a empréstimos, saques em cartões de crédito, ao resgate de recursos da previdência privada e até utilizado valores destinados à construção da própria casa

PCMT/Divulgação

O plano

Para ter acesso ao dinheiro da servidora, a colega de trabalho teria inventado que ambas estavam sendo ameaçadas por agiotas em razão de suposta dívida atribuída a outro servidor público.

A investigada afirmava que os criminosos sabiam quem elas eram e poderiam atacar seus familiares caso os pagamentos não fossem feitos. Ao mesmo tempo, dizia ser vítima da situação e alegava que poderia negociar a dívida e protegê-la.

Temendo pelas ameaças, a servidora passou a transferir dinheiro para a colega. As cobranças se estenderam entre 2022 e 2025, sempre acompanhadas de novas intimidações e da alegação de que a suposta dívida e os juros continuavam aumentando.

A investigação apurou que a vítima transferiu R$ 1.132.680 diretamente para a conta da colega de trabalho. O valor foi confirmado após a quebra do sigilo bancário autorizada pela Justiça e por meio de análise financeira realizada por peritos da Polícia Civil.

O rastreamento financeiro apontou que parte dos recursos foi posteriormente transferida para outras pessoas ligadas ao núcleo investigado. O papel de cada membro do esquema não foi divulgado.

A operação

Batizada de Laço Oculto, a operação cumpre 14 medidas judiciais. Ao todo, são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão domiciliar, um mandado de busca e apreensão de veículo, cinco mandados de sequestro de bens e três ordens de bloqueio de ativos financeiros. As medidas de bloqueio, direcionadas a três investigados, podem alcançar R$ 3,3 milhões.

As diligências, conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá, são realizadas em endereços de Cuiabá e Várzea Grande.

Embora não tenha envolvimento direto com o caso, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) colaborou com as investigações. A Corregedoria da Polícia Militar também participa do cumprimento das ordens judiciais nesta terça-feira (21/7).