
Mirelle PinheiroColunas

Falsos policiais usam fardas e algemas para extorquir e aterrorizar vítimas
Polícia Civil afirma que grupo simulava ações policiais para ameaçar vítimas e cobrar por falsa “proteção”
atualizado
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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) deflagrou, nessa sexta-feira (22/5), a segunda fase da Operação Falso Distintivo II, que investiga um grupo suspeito de cometer crimes de estelionato e extorsão. Investigações apontam que eles se passavam por policiais, em Porto Alegre, para aterrorizar suas vítimas.
Durante o cumprimento das medidas, um homem, de 26 anos, foi preso preventivamente, enquanto outro, de 43, acabou detido por posse irregular de arma de fogo. Os investigadores apreenderam uma arma, munições e um celular. A ação foi realizada pela Delegacia de Repressão ao Roubo de Veículos (DRV/DEIC).
As investigações começaram após a primeira fase da operação, quando um casal foi identificado utilizando roupas e acessórios semelhantes aos usados por forças policiais para intimidar, ameaçar e até agredir vítimas em vias públicas e estabelecimentos comerciais.
Na ocasião, os dois suspeitos foram presos em flagrante com vestimentas policiais, algemas de uso restrito furtadas da instituição e um simulacro de arma de fogo. Eles responderam pelos crimes de usurpação de função pública, receptação qualificada e falsa identidade.
Segundo a polícia, no decorrer das investigações, uma vítima de stalking procurou o casal em busca de ajuda diante das ameaças que vinha sofrendo. Aproveitando-se da falsa condição de policiais, os suspeitos orientaram a vítima a não registrar boletim de ocorrência e afirmaram que fariam sua “proteção” contra o suposto perseguidor.
Ainda conforme a investigação, o casal passou a simular ser o próprio stalker, enviando mensagens ameaçadoras à vítima enquanto cobrava valores para garantir sua suposta segurança. Em uma das ocasiões, os suspeitos chegaram a ir ao local de trabalho da mulher usando vestimentas semelhantes às da polícia para reforçar a falsa proteção.
As diligências também apontaram a participação de um terceiro homem, que seguia o mesmo modus operandi e praticava os mesmos crimes. A Polícia Civil constatou, no entanto, que ele não possuía qualquer vínculo com instituições policiais e já tinha antecedentes por porte ilegal de arma de fogo.