Mirelle Pinheiro

Falsos policiais usam fardas e algemas para extorquir e aterrorizar vítimas

Polícia Civil afirma que grupo simulava ações policiais para ameaçar vítimas e cobrar por falsa “proteção”

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

PCRS/Divulgação
whatsapp-image-2026-05-23-at-144911_3x2
1 de 1 whatsapp-image-2026-05-23-at-144911_3x2 - Foto: PCRS/Divulgação

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) deflagrou, nessa sexta-feira (22/5), a segunda fase da Operação Falso Distintivo II, que investiga um grupo suspeito de cometer crimes de estelionato e extorsão. Investigações apontam que eles se passavam por policiais, em Porto Alegre, para aterrorizar suas vítimas.

Durante o cumprimento das medidas, um homem, de 26 anos, foi preso preventivamente, enquanto outro, de 43, acabou detido por posse irregular de arma de fogo. Os investigadores apreenderam uma arma, munições e um celular. A ação foi realizada pela Delegacia de Repressão ao Roubo de Veículos (DRV/DEIC).

As investigações começaram após a primeira fase da operação, quando um casal foi identificado utilizando roupas e acessórios semelhantes aos usados por forças policiais para intimidar, ameaçar e até agredir vítimas em vias públicas e estabelecimentos comerciais.

Na ocasião, os dois suspeitos foram presos em flagrante com vestimentas policiais, algemas de uso restrito furtadas da instituição e um simulacro de arma de fogo. Eles responderam pelos crimes de usurpação de função pública, receptação qualificada e falsa identidade.

Segundo a polícia, no decorrer das investigações, uma vítima de stalking procurou o casal em busca de ajuda diante das ameaças que vinha sofrendo. Aproveitando-se da falsa condição de policiais, os suspeitos orientaram a vítima a não registrar boletim de ocorrência e afirmaram que fariam sua “proteção” contra o suposto perseguidor.

Ainda conforme a investigação, o casal passou a simular ser o próprio stalker, enviando mensagens ameaçadoras à vítima enquanto cobrava valores para garantir sua suposta segurança. Em uma das ocasiões, os suspeitos chegaram a ir ao local de trabalho da mulher usando vestimentas semelhantes às da polícia para reforçar a falsa proteção.

As diligências também apontaram a participação de um terceiro homem, que seguia o mesmo modus operandi e praticava os mesmos crimes. A Polícia Civil constatou, no entanto, que ele não possuía qualquer vínculo com instituições policiais e já tinha antecedentes por porte ilegal de arma de fogo.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações