Mirelle Pinheiro

Esquema milionário de venda de armas tinha apoio de PMs, aponta PF. Veja vídeo

As investigações apontam que o esquema utilizava lojas e intermediários para dar aparência legal à circulação de armas

atualizado

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PF/Divulgação
PF investiga servidores envolvidos com a venda de armas a facções
1 de 1 PF investiga servidores envolvidos com a venda de armas a facções - Foto: PF/Divulgação

Uma operação da Polícia Federal (PF) contra o comércio ilegal de armas revelou o envolvimento direto de integrantes da Polícia Militar da Bahia em um esquema que abastecia facções criminosas no Nordeste.

 

A ação, batizada de Operação Fogo Amigo II, foi deflagrada na manhã desta terça-feira (27/1) e mirou uma organização criminosa estruturada, com atuação interestadual, especializada na venda clandestina de armamentos e munições. O grupo operava nos estados da Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas.

As investigações apontam que o esquema utilizava lojas e intermediários para dar aparência legal à circulação de armas, além de contar com a participação de agentes públicos, responsáveis por facilitar o acesso ao material bélico e blindar parte das operações ilícitas.

Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão. A Justiça também autorizou o sequestro de bens e o bloqueio de valores que podem chegar a R$ 10 milhões, além da suspensão das atividades de duas lojas suspeitas de comercializar armas de forma irregular.

Como parte das medidas judiciais, houve ainda o afastamento cautelar de servidores públicos, reforçando a suspeita de infiltração do esquema dentro de estruturas do Estado.

A operação é resultado de uma força-tarefa que reúne a Polícia Federal, o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público da Bahia, o Exército Brasileiro e as corregedorias das Polícias Militares da Bahia e de Pernambuco, além de unidades especializadas das duas corporações.

Os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, comércio ilegal de armas e munições, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. As apurações seguem em andamento e não estão descartadas novas fases da operação.

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