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Mirelle Pinheiro

"Diaba loira" troca de facção e desafia a polícia: "Só saio no caixão"

A Diaba Loira rompeu com o CV e declarou aliança ao grupo rival Terceiro Comando Puro (TCP), tornando-se alvo de vingança dentro da facção

11/07/2025 09:59, atualizado 11/07/2025 12:23
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“Diaba loira” troca de facção e desafia a polícia: “Só saio no caixão”
Diaba Loira

A Polícia Civil do Rio de Janeiro procura Eweline Passos Rodrigues, de 28 anos, conhecida como “Diaba Loira”. Natural de Santa Catarina, ela é acusada de envolvimento com o tráfico de drogas, organização criminosa e participação em confrontos armados em comunidades cariocas. O Disque Denúncia divulgou, nessa quinta-feira (10/7), um cartaz com foto e dados da foragida, na tentativa de obter informações sobre seu paradeiro.

A trajetória de Eweline no crime teria começado após um episódio brutal de violência doméstica, em 2022. Na ocasião, ela foi vítima de uma tentativa de feminicídio praticada pelo ex-companheiro, que perfurou seu pulmão. Depois do crime, Eweline fugiu para o Rio de Janeiro e passou a integrar o Comando Vermelho (CV), uma das maiores facções criminosas do estado.

Desde então, a mulher passou a ostentar armas de grosso calibre em redes sociais e adotou uma postura provocativa diante da polícia. Em uma das postagens, escreveu: “Não me entrego viva, só saio no caixão.”

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"Diaba Loira" fugiu após atirar em policiais militares durante operação em comunidade carioca
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Eweline Passos Rodrigues tem 28 anos
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Eweline Passos Rodrigues tem 28 anos

Reprodução / Redes sociais
"Diaba Loira" fugiu após atirar em policiais militares durante operação em comunidade carioca
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"Diaba Loira" fugiu após atirar em policiais militares durante operação em comunidade carioca

Reprodução
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As investigações indicam que Eweline atuava na comunidade Gardênia Azul, zona Oeste do Rio, palco frequente de confrontos entre traficantes do Comando Vermelho e milicianos. Segundo a Polícia Civil, ela chegou a ser flagrada em meio a um tiroteio na região.

Nos últimos meses, Eweline rompeu com o CV e declarou aliança ao grupo rival Terceiro Comando Puro (TCP), tornando-se alvo de vingança dentro do próprio submundo do crime.

Ela passou a divulgar conteúdos ligados à facção “Tropa do Coelhão”, liderada por William Yvens Silva, braço do TCP no Complexo da Serrinha, em Madureira, Zona Norte da capital. A aliança com o grupo coloca Eweline sob a proteção de Wallace Brito Trindade, o “Lacoste”, um dos criminosos mais procurados do Rio.

Há suspeitas de que Eweline tenha fugido para a Bahia, embora ainda não haja confirmação oficial sobre o novo paradeiro.

Contra ela, há pelo menos três mandados de prisão em aberto, dois expedidos pela Justiça de Santa Catarina, por tráfico de drogas e envolvimento com organização criminosa. Um deles é resultado de uma condenação definitiva, com pena de 5 anos e 10 meses em regime fechado.

Informações sobre a localização da foragida podem ser repassadas ao Disque Denúncia do Rio de forma anônima, pelos seguintes canais:
• Central de Atendimento: (021) 2253-1177 ou 0300-253-1177
• WhatsApp Anonimizado: (021) 2253-1177
• Aplicativo: Disque Denúncia RJ