Criminosos que roubaram gado e atacaram servidores são alvo da PF
Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e um de prisão de alvos suspeitos de subtrair gado da Terra Indígena Apyterewa

Nesta quinta-feira (30/1), a Polícia Federal (PF) deflagrou a segunda fase da operação Abigeatus, contra suspeitos de roubar gado apreendido da Terra Indígena (TI) Apyterewa. Na operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e um de prisão, na zona rural de São Feliz do Xingu (PA).
Na operação, uma pessoa foi presa preventivamente e foram apreendidos aparelhos celulares. Os alvos são suspeitos de subtrair gado que, por ter sido criado ilegalmente em área indígena, havia sofrido perdimento determinado pelo STF. O gado apreendido permanecia na TI, à espera de destinação dada pela Justiça (confira o vídeo abaixo).
Os roubos investigados nesta segunda fase da operação Abigeatus teriam ocorrido em julho e setembro de 2024. Na ação criminosa de setembro, a vegetação no caminho foi queimada a fim de dificultar a recuperação dos animais pelas equipes da Funai, Ibama e Força Nacional.
Uma ponte de madeira, logo após a saída da TI, próximo à Vila São Francisco, foi serrada, também como forma de sabotagem, e até mesmo tiros foram disparados contra os servidores federais.
Entre no canal de WhatsApp da Coluna Mirelle PinheiroA primeira fase da operação ocorreu ainda em junho de 2024, em virtude de subtrações ocorridas em maio do mesmo ano. Na ocasião, um mandado de busca e apreensão foi cumprido.
Os incêndios criminosos, além de colocarem em risco o gado arrebanhado e diversos animais silvestres, também causaram grande poluição atmosférica na região, já castigada pelas queimadas, e demandaram um esforço redobrado dos brigadistas presentes na base da Funai.
As investigações prosseguem visando identificar todos os envolvidos nas ações criminosas.









