Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Mirelle Pinheiro

Criminosos que roubaram gado e atacaram servidores são alvo da PF

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e um de prisão de alvos suspeitos de subtrair gado da Terra Indígena Apyterewa

30/01/2025 18:50, atualizado 30/01/2025 18:53
Compartilhar notícia
Reprodução
Criminosos que roubaram gado e atacaram servidores são alvo da PF

Nesta quinta-feira (30/1), a Polícia Federal (PF) deflagrou a segunda fase da operação Abigeatus, contra suspeitos de roubar gado apreendido da Terra Indígena (TI) Apyterewa. Na operação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e um de prisão, na zona rural de São Feliz do Xingu (PA).

Na operação, uma pessoa foi presa preventivamente e foram apreendidos aparelhos celulares. Os alvos são suspeitos de subtrair gado que, por ter sido criado ilegalmente em área indígena, havia sofrido perdimento determinado pelo STF. O gado apreendido permanecia na TI, à espera de destinação dada pela Justiça (confira o vídeo abaixo).

Os roubos investigados nesta segunda fase da operação Abigeatus teriam ocorrido em julho e setembro de 2024. Na ação criminosa de setembro, a vegetação no caminho foi queimada a fim de dificultar a recuperação dos animais pelas equipes da Funai, Ibama e Força Nacional.

Uma ponte de madeira, logo após a saída da TI, próximo à Vila São Francisco, foi serrada, também como forma de sabotagem, e até mesmo tiros foram disparados contra os servidores federais.

Criminosos que roubaram gado e atacaram servidores são alvo da PF - destaque galeria
2 imagens
Incêndios criminosos colocaram em risco o gado arrebanhado e diversos animais silvestres
Suspeitos de roubar gado apreendido da Terra Indígena (TI) Apyterewa foram presos
1 de 2

Suspeitos de roubar gado apreendido da Terra Indígena (TI) Apyterewa foram presos

Reprodução
Incêndios criminosos colocaram em risco o gado arrebanhado e diversos animais silvestres
2 de 2

Incêndios criminosos colocaram em risco o gado arrebanhado e diversos animais silvestres

Reprodução

A primeira fase da operação ocorreu ainda em junho de 2024, em virtude de subtrações ocorridas em maio do mesmo ano. Na ocasião, um mandado de busca e apreensão foi cumprido.

Os incêndios criminosos, além de colocarem em risco o gado arrebanhado e diversos animais silvestres, também causaram grande poluição atmosférica na região, já castigada pelas queimadas, e demandaram um esforço redobrado dos brigadistas presentes na base da Funai.

As investigações prosseguem visando identificar todos os envolvidos nas ações criminosas.