
Mirelle PinheiroColunas

Corpo de enteada morta com padrasto estava embaixo de guarda-roupa
Laiane Cardoso Noleto, tinha 19 anos e era estudante de direito. O suspeito tinha condenação pelo assassinato de outra enteada
atualizado
Compartilhar notícia

O corpo da estudante de direito Laiane Cardoso Noleto (foto em destaque), de 19 anos, foi encontrado debaixo de um guarda-roupa após incêndio em uma residência de Araguaína (TO). A jovem estava ao lado do padrasto, Ivano Vaz Cunha, de 49, condenado a 35 anos de prisão pelo assassinato de outra enteada, em 2009, e que cumpria pena em regime aberto com monitoramento por tornozeleira eletrônica.
O corpo do homem, no entanto, estava sobre os fragmentos de uma cama destruída pelas chamas. As vítimas estavam sem roupa na parte inferior do corpo, e um galão com vestígios de gasolina foi localizado no imóvel.
Laiane foi sepultada na quinta-feira (4/6). A morte dos dois é investigada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Araguaína.

Entenda
Segundo a Polícia Militar, testemunhas relataram ter ouvido uma explosão antes do incêndio.
Documentos revelados pela TV Anhanguera mostram que Ivano foi condenado pelo homicídio de uma jovem que também era sua enteada. Apesar da pena de 35 anos em regime fechado, ele progrediu no sistema prisional e, desde 2024, era monitorado por tornozeleira eletrônica.
Em nota, a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) informou que o monitoramento do condenado ocorria por determinação do Poder Judiciário. Segundo a pasta, Ivano havia obtido autorização judicial para exercer trabalho externo no setor de vendas, o que permitia deslocamentos por todo o estado.
A secretaria informou ainda que o condenado tinha a obrigação de permanecer em casa durante o período noturno e comunicar previamente viagens para outros estados.
A Seciju ressaltou que eventuais violações registradas pelo sistema de monitoramento eletrônico eram verificadas pela Polícia Penal e imediatamente comunicadas à Justiça.
O órgão destacou que não possui competência para determinar o retorno de um preso ao regime fechado ou revogar benefícios concedidos durante a execução penal. Segundo a pasta, essas decisões cabem exclusivamente aos juízes responsáveis pela execução da pena.
Até o momento, a Polícia Civil afirma que a investigação ainda está em fase inicial e que não há elementos técnicos suficientes para confirmar qualquer linha de apuração.