Mirelle Pinheiro

Mistério: PM revela detalhe sobre corpos de enteada e padrasto

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o incêndio ficou concentrado em um dos cômodos da residência

atualizado

metropoles.com

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Em regime aberto após assassinar enteada, padastro mata outra e morre queimado
1 de 1 Em regime aberto após assassinar enteada, padastro mata outra e morre queimado - Foto: Reprodução

A presença de um galão com vestígios de gasolina e o fato de as vítimas terem sido encontradas sem roupas na parte inferior do corpo estão entre os elementos que chamam a atenção dos investigadores no caso que terminou com a morte de uma jovem de 19 anos e de seu padrasto em Araguaína, no norte do Tocantins.

Laiane Cardoso Noleto, de 19 anos, e Ivano Vaz Cunha, de 49, morreram carbonizados dentro de uma residência no Setor Lago Azul I, na tarde de quarta-feira (3/6). Segundo a Polícia Militar, testemunhas relataram ter ouvido uma explosão antes do incêndio tomar conta do imóvel.

Quando as equipes de resgate chegaram ao local, encontraram os corpos dentro de um quarto da casa. Conforme informações da PM, ambos estavam sem roupa na parte inferior do corpo. Além disso, um galão com vestígios de gasolina foi localizado no imóvel e passou a integrar o material analisado pela perícia.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o incêndio ficou concentrado em um dos cômodos da residência. O corpo de Laiane foi encontrado sob um guarda-roupa. Já Ivano estava sobre os destroços de uma cama consumida pelas chamas.

Uma testemunha contou aos policiais que tentou arrombar a porta do quarto com ajuda de um vizinho após ouvir a explosão, mas não conseguiu acessar o cômodo a tempo de socorrer as vítimas.

O caso ganhou ainda mais repercussão após a divulgação de documentos que apontam que Ivano havia sido condenado a 35 anos de prisão pela morte de outra enteada, em 2009. Apesar da condenação, ele havia progredido para o regime aberto e utilizava tornozeleira eletrônica desde 2024.

Em nota, a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) informou que o monitoramento eletrônico ocorria por determinação judicial. Segundo a pasta, Ivano possuía autorização para exercer trabalho externo e realizar deslocamentos profissionais por todo o estado.

A secretaria ressaltou que eventuais descumprimentos das regras impostas ao monitorado eram comunicados à Justiça pela Polícia Penal. O órgão destacou ainda que a manutenção de benefícios, aplicação de sanções ou eventual retorno ao regime fechado dependem exclusivamente de decisão judicial.

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) conduz as investigações. Até o momento, a Polícia Civil afirma que ainda não há elementos técnicos suficientes para confirmar qualquer linha de apuração. Os resultados da perícia e dos exames realizados pelo Instituto Médico Legal deverão ajudar a esclarecer o que aconteceu dentro da residência momentos antes da explosão e do incêndio.

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