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Mirelle Pinheiro

Condenado homem que matou a tia, sua amante, com 87 facadas em jantar

A condenação do Tribunal do Júri da Comarca de Criciúma (SC), fixou a pena em 26 anos e oito meses de prisão

23/07/2026 17:37, atualizado 23/07/2026 17:43
Ekaterina/Pexels
Foto colorida de um martelo usada para ilustrar senteça judicial - Metrópoles

O homem acusado de matar a tia afetiva com 87 golpes de faca, com quem tinha um relacionamento amoroso, foi condenado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Criciúma (SC), nesta quinta-feira (23/7), a 26 anos e oito meses de prisão.

Os jurados acolheram integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e reconheceram o réu como responsável por homicídio quadruplamente qualificado.

Segundo a denúncia, o crime ocorreu em 1º de junho de 2024, na casa da vítima. Embora fosse casado, o condenado mantinha um relacionamento extraconjugal com a mulher, que havia sido adotada pela família dele e era considerada irmã de seu pai, sendo então sua tia afetiva.

De acordo com o MPSC, na noite do crime, o réu, a vítima e o irmão dele estavam reunidos na residência para um jantar. Após uma conversa em que teria se sentido ofendido pela mulher, o acusado passou a atacá-la com uma faca.

A perícia apontou que a vítima tentou reagir e buscar ajuda, mas continuou sendo golpeada em diversas partes do corpo até morrer. 

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Após o homicídio, o réu e o irmão fugiram para o Rio Grande do Sul. O condenado foi localizado cerca de duas semanas depois, quando retornava para Santa Catarina.

Durante o julgamento, a promotora de Justiça Simone Rodrigues da Rosa sustentou a incidência de quatro qualificadoras.

Além disso, os jurados entenderam que o crime foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, já que ela estava sozinha diante de dois homens, com emprego de meio cruel, em razão da extrema violência, por motivo fútil, após supostas ofensas dirigidas ao acusado, e em contexto de feminicídio, diante da relação íntima de afeto mantida entre réu e vítima.

Outro caso

O condenado ainda responderá por outro homicídio. Conforme denúncia do MPSC, em 15 de junho de 2024, poucos dias após matar a tia afetiva, ele e o irmão teriam assassinado um taxista em Jaguaruna (SC).

Segundo a acusação, a dupla retornava do Rio Grande do Sul para Santa Catarina em um táxi quando o motorista foi surpreendido e morto com mais de 53 golpes de faca. A motivação do crime não foi esclarecida.

Ainda de acordo com a denúncia, após o assassinato, os irmãos abandonaram o veículo em Morro da Fumaça (SC), enquanto o corpo do taxista foi deixado às margens de uma estrada e encontrado apenas no dia seguinte.

O julgamento desse segundo caso está marcado para esta sexta-feira (24/7), na Comarca de Jaguaruna.

O irmão do condenado não chegou a responder pelos dois homicídios. Ele morreu meses após os crimes durante um confronto com a Brigada Militar do Rio Grande do Sul. Na ocasião, era considerado foragido do sistema prisional, onde cumpria pena por um homicídio anterior.