Mirelle Pinheiro

Compliance Zero: STF aponta influência em “círculos de poder” no caso Master

Entre os alvos estão o senador Ciro Nogueira e integrantes do chamado núcleo financeiro-operacional investigado pela PF

atualizado

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Gustavo Moreno/STF
André Mendonça INSS
1 de 1 André Mendonça INSS - Foto: Gustavo Moreno/STF

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça que autorizou a quinta fase da Operação Compliance Zero dedica parte significativa de sua fundamentação ao que classifica como risco concreto de interferência dos investigados nas apurações conduzidas pela Polícia Federal.

Segundo o magistrado, o caso envolve pessoas com forte influência política, econômica e institucional, circunstância que, na avaliação do STF, justificaria a adoção de medidas cautelares mais duras para preservar a investigação.

A nova fase da operação foi deflagrada nesta quinta-feira (7/5) e investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional relacionados ao Banco Master e ao núcleo empresarial ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Entre os alvos estão o senador Ciro Nogueira e integrantes do chamado núcleo financeiro-operacional investigado pela PF.

Na decisão, André Mendonça afirma existir “perigo gerado pela manutenção da liberdade irrestrita dos investigados”.

Para o ministro, a preocupação decorre da “rede de influência que os investigados possuem”, além da possibilidade de utilização dessa estrutura para dificultar a coleta de provas, ocultar patrimônio e comprometer a instrução criminal.

O documento destaca ainda a “capacidade de influência institucional, em razão da condição pessoal ostentada pelos alvos das medidas, as quais recaem sobre particulares e um Senador da República com trânsito nos círculos de Poder político e econômico e em órgãos e entidades públicas relacionadas aos fatos”.

Segundo o STF, o conjunto de elementos reunidos pela PF aponta risco concreto de “reiteração delitiva ou ocultação patrimonial”, além de eventual comprometimento das investigações caso não fossem adotadas medidas cautelares.

Com base nesses fundamentos, o ministro autorizou buscas, bloqueios financeiros e prisões temporárias no âmbito da nova fase da Compliance Zero.

Ao todo, a operação cumpre mandados no Piauí, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, além de determinar o bloqueio de R$ 18,85 milhões em bens e valores ligados aos investigados.

As investigações seguem sob supervisão do STF.

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