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Mirelle Pinheiro

Compliance Zero: PF apreende arma de “Sicário”, espião do Master

Luiz Phillipi Mourão é um dos líderes de um grupo conhecido como “A Turma”, que monitorava e pressionava adversários de Daniel Vorcaro

atualizado

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1 de 1 metadinha-2x-1772634156428 - Foto: Material cedido ao Metrópoles

Durante a terceira fase Operação Compliance Zero, a Polícia Federal (PF) apreendeu uma arma de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido pelo apelido de “Sicário”.

O homem é apontado como um dos líderes do grupo “A Turma”, responsável por organizar ações contra desafetos do banqueiro Daniel Vorcaro, que voltou a ser preso nesta quarta (4/3).

Segundo a Polícia Federal, Mourão exerceria um papel importante na organização das atividades do grupo.

Espião

A decisão judicial descreve que ele seria responsável por coordenar ações de vigilância, levantar informações e acompanhar pessoas consideradas rivais ou críticas ao empresário.

Nas conversas analisadas pelos investigadores, Mourão aparece como o articulador das atividades da chamada “Turma”, grupo que reunia pessoas próximas ao banqueiro e integrantes com experiência na área de segurança.

As mensagens apreendidas indicam que a estrutura teria financiamento mensal que chegaria a cerca de R$ 1 milhão, valor destinado a custear as atividades de monitoramento e a remuneração dos integrantes envolvidos.

Em diálogos citados na decisão do STF, Mourão afirma que os recursos eram repassados por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e posteriormente distribuídos entre os participantes da equipe.

Além de Mourão, a investigação aponta a participação do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, que também integraria o grupo.

Para a Polícia Federal, a atuação da estrutura sugere a existência de uma rede privada de vigilância e pressão, voltada a coletar informações e acompanhar pessoas ligadas às investigações envolvendo o Banco Master.

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Daniel Vorcaro foi preso preventivamente, na manhã de quarta-feira (4/3), e levado para sede da Polícia Federal, na Lapa, zona oeste de São Paulo.
Prisão de Daniel Vorcaro ocorre na terceira fase da Operação Compliance Zero
Vorcaro foi preso após a PF apontar indícios de que ele teria atuado para interferir nas investigações sobre supostas fraudes financeiras ligadas ao Banco Master
Vorcaro teria montado uma estrutura paralela que funcionaria como uma “milícia privada”, segundo a PF.
Análises feitas em celulares apreendidos revelaram conversas que indicariam a articulação de ações contra adversários de Vorcaro
A arma foi apreendida na terceira fase da operação
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A arma foi apreendida na terceira fase da operação

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Daniel Vorcaro foi preso preventivamente, na manhã de quarta-feira (4/3), e levado para sede da Polícia Federal, na Lapa, zona oeste de São Paulo.
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Daniel Vorcaro foi preso preventivamente, na manhã de quarta-feira (4/3), e levado para sede da Polícia Federal, na Lapa, zona oeste de São Paulo.

Fraga Alves @fdefraga/ Especial Metrópoles
Prisão de Daniel Vorcaro ocorre na terceira fase da Operação Compliance Zero
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Prisão de Daniel Vorcaro ocorre na terceira fase da Operação Compliance Zero

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Vorcaro foi preso após a PF apontar indícios de que ele teria atuado para interferir nas investigações sobre supostas fraudes financeiras ligadas ao Banco Master
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Vorcaro foi preso após a PF apontar indícios de que ele teria atuado para interferir nas investigações sobre supostas fraudes financeiras ligadas ao Banco Master

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Vorcaro teria montado uma estrutura paralela que funcionaria como uma “milícia privada”, segundo a PF.
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Vorcaro teria montado uma estrutura paralela que funcionaria como uma “milícia privada”, segundo a PF.

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Análises feitas em celulares apreendidos revelaram conversas que indicariam a articulação de ações contra adversários de Vorcaro
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Análises feitas em celulares apreendidos revelaram conversas que indicariam a articulação de ações contra adversários de Vorcaro

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PF deflagrou nova etapa da operação Compliance Zero
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PF deflagrou nova etapa da operação Compliance Zero

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Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, se entregou à PF na quarta-feira (4/3)
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Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, se entregou à PF na quarta-feira (4/3)

Fraga Alves @fdefraga/ Especial Metrópoles

Nova fase da operação

Com base nos elementos reunidos, o ministro André Mendonça, do STF, autorizou mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra os investigados na nova fase da operação. A decisão também cita indícios de tentativa de interferência nas investigações, o que teria motivado as medidas cautelares determinadas pela Corte.

As apurações fazem parte da terceira etapa da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos envolvendo integrantes do grupo ligado ao banqueiro.

Também foi determinado o bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões, além de medidas contra outros investigados citados no processo.

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