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Mirelle Pinheiro

Superintendentes da PF repudiam acusações “desprovidas de fundamento”

A nota pública divulgada nesta quarta-feira (9/9) manifesta apoio a Andrei Rodrigues e Leandro Almada

09/09/2026 16:23, atualizado 09/09/2026 17:06
Michael Melo/Metrópoles
Superintendentes da PF repudiam acusações “desprovidas de fundamento”

Os superintendentes regionais da Polícia Federal (PF) divulgaram uma nota pública nesta quarta-feira (9/9) em que repudiam acusações que classificam como “desprovidas de fundamento” contra dirigentes da corporação. No documento, eles manifestam apoio ao diretor-geral Andrei Rodrigues e ao diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, afastados de suas funções na terça-feira (8), por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.

Nesta quarta-feira (9), no entanto, o ministro Flávio Dino determinou a reintegração dos dois delegados e afirmou que investigações urgentes não podem ser interrompidas por um “caos administrativo”. Andrei retornou à sede da PF às 11h30.

À frente das unidades da PF nos 26 estados e no Distrito Federal, os superintendentes afirmam acompanhar diariamente o trabalho desenvolvido pela instituição e dizem ser testemunhas da “seriedade, do equilíbrio e do compromisso” com que a atual gestão tem conduzido a corporação.

Na manifestação, os chefes regionais também destacam a trajetória profissional de Andrei e afirmam que o diretor-geral construiu sua carreira pautado pela defesa da instituição, pela atuação técnica e pelo respeito à Constituição e às leis.

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“Da mesma forma, o Diretor Leandro Almada possui reconhecida história de dedicação à Polícia Federal e de atuação firme e profissional na área de inteligência policial. Ambos contam com nosso respeito, confiança e irrestrita solidariedade.”

Além disso, a nota defende a autonomia da PF e afirma que a corporação é uma “instituição permanente de Estado” e e que sua atuação não pode estar subordinada a interesses circunstanciais.

Segundo eles, qualquer tentativa de interferência externa que comprometa a autonomia da PF, deslegitime a atuação de seus dirigentes ou prejudique o regular desenvolvimento das atribuições institucionais deve ser “firmemente repelida”.

“Não é admissível que acusações desprovidas de fundamento sejam utilizadas para atingir a honra de seus dirigentes e, por consequência, a própria credibilidade da Polícia Federal. Divergências institucionais devem ser enfrentadas nos limites da Constituição, das leis e do respeito às atribuições de cada órgão, jamais mediante iniciativas que possam comprometer a independência e o regular funcionamento de uma instituição essencial ao Estado Democrático de Direito”, afirmam em conjunto.

Ao final, os 24 signatários reafirmam a unidade em defesa da Polícia Federal, de sua autonomia e de seus dirigentes. “Nosso apoio é inequívoco. Nossa defesa da Polícia Federal, inegociável”, diz a nota.

O afastamento

Na terça-feira (8/9), o ministro André Mendonça afastou Andrei e Almada da cúpula da corporação. Na decisão, justificou que o afastamento preventivo do diretor-geral da PF era necessário para evitar que as atividades policiais “continuassem sendo vilipendiadas”.

Mendonça citou que ao menos seis “relatórios de inteligência” foram produzidos de forma sigilosa entre 3 e 31 de agosto de 2026 e ainda afirmou ter sido submetido a monitoramento sistemático, classificando a atuação como ilícita.

O magistrado também havia ordenado que a Corregedoria da corporação instaurasse procedimentos de natureza penal e administrativo-disciplinar para apurar os fatos descritos por ele como graves.