Mirelle Pinheiro

Caso Master: PF investiga núcleo financeiro ligado à família de Ciro Nogueira

Além do senador Ciro Nogueira e do banqueiro Daniel Vorcaro, a investigação descreve a participação de familiares

atualizado

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Senador Ciro Nogueira é entrevistado no estúdio do portal Metrópoles
1 de 1 Senador Ciro Nogueira é entrevistado no estúdio do portal Metrópoles - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça que autorizou a quinta fase da Operação Compliance Zero detalha a atuação de personagens apontados pela Polícia Federal como integrantes do núcleo operacional e financeiro da estrutura investigada no caso Master.

Além do senador Ciro Nogueira e do banqueiro Daniel Vorcaro, a investigação descreve a participação de familiares e operadores financeiros supostamente responsáveis pela movimentação e ocultação de recursos.

Entre os nomes citados na decisão, está Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, irmão de Ciro Nogueira. Segundo a PF, ele aparece como administrador formal da CNLF Participações e teria atuado na estruturação da aquisição de ações ligadas à Green Investimentos, empresa analisada no âmbito da investigação.

A Polícia Federal afirma que as movimentações societárias investigadas teriam sido operacionalizadas por meio de estruturas empresariais utilizadas para reorganização patrimonial e circulação financeira considerada suspeita.

Outro nome destacado na decisão é Bernardo Rodrigues de Oliveira Filho, apontado como operador responsável pela inserção de dinheiro em espécie no sistema financeiro formal.

Segundo a PF, ele realizaria depósitos fracionados e movimentações pulverizadas, estratégia frequentemente utilizada, segundo investigadores, para dificultar rastreamento bancário e comunicação automática de operações suspeitas aos órgãos de controle.

A decisão do STF destaca que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal individualizaram as condutas atribuídas a cada investigado a partir da análise de movimentações bancárias, documentos societários, mensagens eletrônicas e relatórios financeiros produzidos durante a investigação.

Com base nesses elementos, André Mendonça autorizou medidas cautelares contra os investigados, incluindo buscas, bloqueio de bens e restrições patrimoniais.

Segundo o ministro, as medidas foram consideradas necessárias para evitar ocultação de patrimônio, preservação de provas e eventual continuidade das práticas investigadas.

A quinta fase da Compliance Zero foi deflagrada nesta quinta-feira (7/5) e investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional relacionados ao Banco Master.

As investigações seguem em andamento sob supervisão do STF.

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