Mirelle Pinheiro

Cabelo cortado e corpos queimados: padrasto e mãe torturavam crianças

Os irmãos, de dois e seis anos, só podiam brincar após cumprirem obrigações domésticas e eram deixados sozinhos na rua

atualizado

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Catherine Falls Commercial
Imagem colorida e escura de mão de criança segurando urso de pelúcia. Casal que matou filha e fez compras durante velório é condenado. - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida e escura de mão de criança segurando urso de pelúcia. Casal que matou filha e fez compras durante velório é condenado. - Metrópoles - Foto: Catherine Falls Commercial

Um padrasto e uma mãe são investigados pela Polícia Civil do estado do Espírito Santo (PCES) por torturar duas crianças — uma com menos de dois anos e outra com seis — além de agredir uma terceira. O homem, preso desde 27 de junho, é pai biológico de uma das vítimas.

As desconfianças contra o casal começaram após comunicação formal encaminhada pelo Conselho Tutelar do município, relatando que uma das crianças apresentava lesões corporais visíveis.

Iniciada na Delegacia de Polícia (DP) de São Gabriel da Palha em 24 de junho, a apuração foi finalizada na semana passada e constatou que as crianças eram submetidas a diversos tipos de violência.

“Em depoimento inicial, a genitora afirmou que as queimaduras encontradas no filho menor de um ano teriam sido acidentais ou naturais e que demais lesões decorreram de quedas. Entretanto, no decorrer das diligências, os laudos periciais confirmaram que as lesões eram resultantes de queimaduras, evidenciando a prática de agressões”, explicou o delegado Jefferson Nascimento, titular da Delegacia de Polícia de São Gabriel da Palha.

Ainda de acordo com o delegado, também foi apurado que a criança de seis anos, além de sofrer agressões físicas e ser submetida a castigos, como o corte forçado de seus cabelos, estava sem frequentar a escola há mais de dois meses.

“Durante toda a investigação, os indiciados negaram a prática delitiva. Entretanto, os depoimentos testemunhais, os laudos periciais e os relatórios apresentados pelo Conselho Tutelar contrariavam suas versões”, contou.

As crianças apresentavam marcas de queimaduras pelo corpo e eram agredidas fisicamente. Além disso, ficou constatado que só podiam brincar após realizarem tarefas domésticas. Elas também eram comumente deixadas sozinhas na rua, sem a supervisão de um adulto, conforme relatado por uma das testemunhas.

Segundo o delegado Jefferson Nascimento, o padrasto, que havia sido preso temporariamente no dia 27 de junho, teve a prisão convertida em preventiva nessa segunda-feira (25), decisão deferida pelo Poder Judiciário. Já em relação à mãe das vítimas, foram aplicadas medidas cautelares diversas da prisão.

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