Mirelle Pinheiro

PCDF mira fraude bilionária com helicóptero, avião e fundo de R$ 95 mi

Segundo a PCDF, o grupo criminoso estruturou um sofisticado sistema de sonegação e lavagem de dinheiro com a criação de 31 empresas

atualizado

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PCDF mira fraude bilionária com helicóptero, avião e fundo de R$ 95 mi
1 de 1 PCDF mira fraude bilionária com helicóptero, avião e fundo de R$ 95 mi - Foto: PCDF/Divulgação

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária (Dot/Decor), em conjunto com a Receita do DF, deflagrou nesta quarta-feira (27/8) a Operação Falso Fidc, que investiga um esquema bilionário de fraude fiscal e lavagem de dinheiro envolvendo empresas fictícias, fundos de investimento e um complexo sistema interestadual.

Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, além do sequestro de 11 imóveis, 90 veículos, um helicóptero, um avião modelo King Air e do bloqueio de cotas de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) avaliado em R$ 95 milhões na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Segundo as investigações, o grupo criminoso estruturou um sofisticado sistema de sonegação e lavagem de dinheiro com a criação de 31 empresas “noteiras” no DF, responsáveis pela emissão de mais de R$ 1,96 bilhão em notas fiscais frias. Uso de duas empresas de fachada no Tocantins, que repassaram R$ 1,22 bilhão em notas fraudulentas para empresas do grupo em Minas Gerais, Goiás e Espírito Santo. Além da lavagem de dinheiro via fundos de investimento, aeronaves e haras, incluindo um haras com movimentação 17 vezes superior à renda declarada.

Prejuízo

O esquema causou prejuízo direto de R$ 288 milhões aos cofres do DF e movimentou bilhões em notas falsas. As operações resultaram em dezenas de autuações fiscais e expuseram como os criminosos utilizavam instrumentos do mercado financeiro para dar aparência de legalidade ao dinheiro ilícito.

A investigação contou com o apoio da Polícia Civil de Minas Gerais e com dados da Subsecretaria da Receita do DF (Surec/Sefaz), que identificou as conexões entre as empresas. Os investigados poderão responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e crimes tributários.

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