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Mirelle Pinheiro

Após “carteirada”, sobrinho de Wellington Luiz relata agressão à PCDF

O caso ocorreu no Bar Responsa, na Asa Sul (DF). A ocorrência teve início após o homem identificar a cobrança indevida de um chopp

23/06/2026 17:28
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Reprodução/Redes sociais
Após “carteirada”, sobrinho de Wellington Luiz relata agressão à PCDF

Em depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Davi Moraes da Silva, de 32 anos — sobrinho do presidente da CLDF, Wellington Luiz (MDB)afirmou que um sargento da PMDF lhe deu “uma banda”, desferiu “um soco nas costas” e o algemou após uma discussão sobre a cobrança de um chopp no Bar Responsa, na Asa Sul.

Em documento obtido pela coluna, o homem afirma que a ocorrência teve início após ele identificar a cobrança indevida de um chopp em sua conta.

Segundo o relato, ao questionar o valor, os funcionários do estabelecimento acionaram o gerente, que informou que a cobrança seria mantida.

“O gerente respondeu que chamaria a PM que costuma frequentar o local com quem ele possui amizade pessoal e iria ligar diretamente para o telefone celular do sargento”, diz  o documento.

Segundo Davi, o sargento chegou ao estabelecimento pouco tempo depois e determinou que ele efetuasse o pagamento integral da conta, mesmo após a contestação do consumo.

O homem relata que chamou os garçons e pediu acesso às imagens das câmeras de segurança para comprovar a suposta cobrança indevida, mas o pedido teria sido negado.

O pagamento da conta, no valor de R$ 185,45, foi realizado às 20h52, conforme consta no documento.

Agressão

No depoimento, Davi afirma que a situação se agravou após o pagamento.

Segundo o relato, o policial perguntou se ele estava de carro e para onde iria. O declarante então respondeu que a informação “não lhe interessava”, por considerar que tinha o direito de “ir, vir e permanecer”.

“O sargento se sentiu ofendido e desferiu uma banda no declarante, um soco nas costas, tendo lhe algemado e o colocado na viatura, perguntando quem ele era para responder daquela forma ao militar”, descreve o boletim.

Davi também declarou que informou ao policial ser advogado e possuir familiares na área da segurança pública.

Após a abordagem, ele foi conduzido à 1ª Delegacia de Polícia, na Asa Sul.

Segundo o registro, ao chegar à unidade policial, pediu que as algemas fossem retiradas e solicitou encaminhamento ao Instituto Médico-Legal (IML).

Entenda o caso

Davi Moraes da Silva foi preso na noite de sábado (20/6) após uma confusão no Bar Responsa, localizado na Asa Sul. Segundo a Polícia Militar, ele apresentava sinais de embriaguez e teria ameaçado o gerente do estabelecimento após um desentendimento relacionado à conta.

A corporação informou que, mesmo após orientações dos policiais para encerrar o conflito, Davi manteve comportamento considerado agressivo e intimidatório.

Ainda de acordo com a PMDF, durante a ocorrência ele teria tentado constranger os agentes ao afirmar ser sobrinho do presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, além de dizer que a promoção de um dos policiais “não iria sair”.

Davi divulgou um áudio nas redes sociais pedindo desculpas pelas declarações feitas durante a abordagem. Na gravação, ele classificou a fala como “infeliz” e afirmou que não pretendia obter qualquer vantagem por conhecer autoridades.