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Mirelle Pinheiro

Aluno investigado por lista de “estupráveis” é suspenso pela UFMT

Calouro do curso de Direito foi afastado após denúncias de mensagens misóginas com ameaças de violência sexual contra alunas

08/05/2026 16:32, atualizado 08/05/2026 19:07
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Reprodução
Aluno investigado por lista de “estupráveis” é suspenso pela UFMT

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) suspendeu preventivamente um estudante do primeiro semestre de direito suspeito de envolvimento na criação de uma lista que classificava alunas como “estupráveis”. A medida cautelar foi determinada pela Direção da Faculdade de Direito na quarta-feira (6/5), após à repercussão de mensagens misóginas atribuídas a estudantes da instituição. O nome do aluno não foi divulgado.

Segundo a universidade, o afastamento tem caráter preventivo, válido até a conclusão do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado para apurar o caso.

De acordo com a universidade, a decisão foi tomada diante da gravidade das mensagens, que continham ameaças de violência sexual e referências à intenção de abusar de colegas do curso.

“A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) repudia veementemente qualquer manifestação, prática ou tentativa de naturalização da violência, da misoginia e de qualquer forma de violação de direitos humanos no âmbito de sua comunidade acadêmica. A Instituição reafirma seu compromisso inegociável com a promoção de um ambiente seguro, ético, inclusivo e respeitoso para todas as pessoas, especialmente no enfrentamento à violência de gênero”, informou a UFMT em nota.

Ainda segundo a universidade, a suspensão tem como objetivo preservar a segurança da comunidade acadêmica e garantir a regularidade do ambiente institucional durante a investigação.

A decisão também prevê medidas protetivas às possíveis vítimas e o encaminhamento do caso à Comissão de Processo Disciplinar Estudantil, responsável pela condução da apuração administrativa. A instituição ressaltou que o estudante terá direito ao contraditório e à ampla defesa.

Troca de mensagens

O caso veio à tona após o vazamento de conversas em aplicativos de mensagens, nas quais estudantes discutiam a elaboração de uma lista classificando calouras como “estupráveis”.

A coluna obteve acesso aos prints das conversas e, em um deles, o envolvido diz: “Vou brocar uma na primeira semana”. Em resposta ao comentário feito pelo colega em que diz ter “gótica e roqueira” no curso de engenharia, ele ainda responde: “Na minha tem também. Com piercing na boca. Vou molestar.”

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Mensagens mostram alunos da UFMT fazendo referência à abuso
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Material cedido ao Metrópoles
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A repercussão provocou indignação entre universitários, que realizaram protestos e espalharam cartazes no campus cobrando punição aos responsáveis.