Mirelle Pinheiro

Andrei nega pressão por delação após operação contra aliados de Vorcaro

Diretor-geral da Polícia Federal (PF) fez declaração à imprensa nesta sexta-feira (8/5), durante a formatura de 640 novos agentes

atualizado

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1 de 1 whatsapp-image-2026-05-08-at-134003_3x2 - Foto: BRENO ESAKI/METRÓPOLES

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, negou nesta sexta-feira (8/5) que a nova fase da operação Compliance Zero deflagrada pela corporação nessa quinta-feira (7), tenha sido realizada para pressionar o banqueiro Daniel Vorcaro a ampliar os nomes que farão parte de sua delação premiada.

A declaração foi dada durante a solenidade de formação de 640 novos agentes da Polícia Federal, realizada na Academia Nacional de Polícia (ANP).

“Isso não faz parte da estratégia, da investigação, da questão técnica e legal que a Polícia faz. Nós não fazemos nenhuma ação pensando em pressionar para obter outro resultado”, afirmou Andrei.

Questionado sobre uma possível negativa da PF à delação premiada feita por Vorcaro, o delegado afirmou que desconhece os termos de delação que estão tramitando em curso.

“A delação segue um rito legal. Ela tem ali todos os elementos necessários para ser válida, para ser aceita pela Polícia Federal ou pelo Ministério Público Federal e depois validada pelo Poder Judiciário. Então, se não atender esses requisitos, se ela não é validada, o processo segue o seu curso. Isso é um direito do investigado, do réu. Se a defesa entender que deve fazer, atendendo os requisitos técnicos, ela será feita”, disse.

O diretor-geral também afirmou que não poderia comentar detalhes da investigação por se tratar de um processo que tramita sob sigilo. Segundo ele, parte da decisão judicial foi retirada do sigilo, mas as apurações continuam em andamento.

“É mais um trabalho que a Polícia Federal cumpre no combate ao crime organizado, ao dito andar de cima do crime organizado. E nós vamos seguir colhendo provas, fazendo análises e encaminhando ao Poder Judiciário as nossas conclusões”, disse.

Além disso, Andrei falou sobre a análise envolvendo policiais federais cedidos para outros órgãos. Segundo ele, cerca de 150 servidores estão nessa condição e a corporação fará avaliação individual dos casos. “Temos colegas que são secretários de segurança pública e cumprem papel importante no combate ao crime organizado. Vamos analisar caso a caso”, afirmou.

Operação Compliance Zero

A quinta fase da operação da PF realizada nessa quinta-feira (8) cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências ligadas ao presidente do Partido Progressistas (PP) Ciro Nogueira, além da prisão do primo de Daniel Vorcaro.

O objetivo é aprofundar investigações sobre suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

As medidas foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF).

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