
Mirelle PinheiroColunas

Goleiro Bruno dá entrada em presídio do Rio de Janeiro após prisão
Segundo a Polícia Militar, o ex-jogador não resistiu à abordagem e colaborou com os agentes durante toda a ação
atualizado
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O ex-goleiro Bruno Fernandes deu entrada no Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (8/5), após ser preso por descumprimento das regras da liberdade condicional.
A informação foi confirmada à coluna pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), responsável pelo sistema prisional fluminense.
Bruno foi capturado na noite de quinta-feira (7/5), em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio, após ser considerado foragido da Justiça por cerca de dois meses.
Segundo a Polícia Militar, o ex-jogador não resistiu à abordagem e colaborou com os agentes durante toda a ação.
Após a prisão, ele foi levado inicialmente para a 125ª Delegacia de Polícia, em São Pedro da Aldeia, e depois encaminhado à 127ª DP, em Armação dos Búzios, responsável pelos procedimentos legais.
Agora, Bruno passa a ficar sob custódia no Presídio José Frederico Marques, unidade localizada no complexo penitenciário de Benfica. Ele ainda passará por audiência de custódia.
A prisão foi determinada pela Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro após o entendimento de que o ex-goleiro descumpriu condições impostas para manutenção da liberdade condicional.
Entre as irregularidades apontadas estão viagem sem autorização judicial ao Acre, ausência de atualização de endereço e violação de regras de recolhimento.
A ida ao Acre ocorreu em fevereiro deste ano, quando Bruno foi contratado pelo Vasco do Acre para disputar uma partida da Copa do Brasil. Segundo a Justiça, ele deixou o estado do Rio de Janeiro sem autorização prévia poucos dias após obter o benefício do livramento condicional.
Condenado pela morte de Eliza Samudio, Bruno recebeu pena superior a 22 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado.
O caso se tornou um dos crimes de maior repercussão do país e o corpo de Eliza nunca foi encontrado.
