Mirelle Pinheiro

Advogado e estagiária do Comboio do Cão recebiam ordens de líder preso

A coluna apurou que Marcos Gerson e Lyslielle Ruane atuavam como braço jurídico da facção, sob as ordens do “01” da facção criminosa

atualizado

metropoles.com

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Homem presos em cela
1 de 1 Homem presos em cela - Foto: Reprodução

A coluna apurou que Marcos Gerson do Nascimento e Lyslielle Ruane Martins Gomes — o advogado e a estagiária tornados réus por suposto “conluio” com a organização criminosa Comboio do Cão (CDC) — obedeciam às ordens do “01” da facção criminosa.

Segundo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), mesmo encarcerado, Rogério Rodrigues do Nascimento, conhecido como “Peste”, comandava as ações do grupo fora da penitenciária.

O advogado e a estagiária atuavam como braço jurídico da CDC e executavam as determinações de “Peste”.

A ligação entre a dupla e o Comboio do Cão ficou comprovada a partir de medidas cautelares, como interceptação de mensagens e ligações, busca e apreensão e outras diligências investigativas, que reforçaram o panorama de provas e permitiram a identificação clara do papel desempenhado por cada integrante na manutenção das atividades do grupo criminoso.

Mesmo já condenado pelo crime de formação de organização criminosa, “Peste” jamais deixou de exercer a sua função de liderança dentro da facção.

Análises dos aparelhos celulares apreendidos revelaram a confissão do advogado sobre a articulação direta com familiares de “Peste” para localizar e coagir testemunhas, demonstrando o seu papel central junto à liderança do CDC.

Complementando o núcleo jurídico da facção, as provas obtidas indicam que a estagiária exercia a função de “pombo-correio” e era peça-chave na comunicação entre faccionados presos e o mundo exterior.

A extração de dados do aparelho celular de Lyslielle Ruane comprovam que ela comercializava o próprio acesso ao sistema prisional, cobrando valores fixos por videochamadas — usadas para transmitir informações e repassar notícias sobre a movimentação carcerária.

Constatou-se, ainda, que ela realizava ligações telefônicas em benefício dos presos durante o horário que deveria ser exclusivamente à orientação jurídica.

Destemida, ela também negociava a venda de endereços falsos para fraudar o benefício da saída temporária, além de instruir outros profissionais da advocacia sobre como burlar as normas de segurança, ensinando-os a gravar os atendimentos virtuais de forma oculta.

Réus

Nessa terça-feira (12), O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) aceitou denúncia do Ministério Público (MPDFT) e tornou réus o advogado e a estagiária.

Eles haviam sido denunciados em agosto de 2024 por burlar o sistema de agendamentos da Secretaria de Administração Penitenciária (Seape) e intimidar um detento que delatou crimes cometidos por membros da facção.

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