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Milena Teixeira

Ex-sócio de Vorcaro tentou pôr nome do Credcesta em estádio

Banqueiro Augusto Lima recuou após vazamento da negociação de naming rights e manteve apenas um lounge exclusivo dentro do estádio

07/05/2026 05:30, atualizado 07/05/2026 06:40
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Paulo Mocofaya/Agência ALBA
Ex-sócio de Vorcaro tentou pôr nome do Credcesta em estádio

Ex-sócio de Daniel Vorcaro, o banqueiro Augusto Lima negociou para que o Credcesta assumisse os naming rights da Arena Fonte Nova, em Salvador (BA), em 2023, dois anos antes do escândalo envolvendo o Banco Master. À época, o estádio estava finalizando contrato com a Itaipava.

A ideia de Lima era que o estádio passasse a levar o nome da principal empresa que ajudou a impulsionar o banco de Vorcaro.

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Augusto Lima, ex-CEO do Master
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Augusto Lima, ex-CEO do Master

Paulo Mocofaya/Agência ALBA

O Credcesta é um cartão de pagamento voltado a servidores públicos, com desconto em folha. A empresa foi adquirida pelo banqueiro durante a gestão do ex-chefe da Casa Civil de Lula Rui Costa, no governo da Bahia.

A coluna apurou, com pessoas que participaram das negociações, que Augusto Lima queria fazer um gesto ao governo petista, comandado na época por Jerônimo Rodrigues, além de demonstrar a força econômica de sua empresa.

O banqueiro, no entanto, teria se irritado com o vazamento das informações sobre o negócio. Já com tratativas avançadas, decidiu não levar o contrato adiante.

Segundo apurou a coluna, Lima optou apenas por investir em um lounge dentro do estádio.

Atualmente, a Fonte Nova tem contrato de naming rights com a Casa de Apostas e passou a se chamar Casa de Apostas Arena Fonte Nova. O acordo é válido por quatro anos, até o fim de 2027.

Quem é Augusto Lima?

Detido na primeira fase da Operação Compliance Zero, Augusto Lima ficou preso por 11 dias, entre 18 e 29 de novembro de 2025. Ele foi solto por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), mas segue monitorado por tornozeleira eletrônica.

Além do Banco Master, Augusto Lima é controlador do Banco Pleno, que teve a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em fevereiro. Ele é casado com Flávia Péres, ex-ministra do governo Bolsonaro.